Delegado ouve novos depoimentos

Delegado ouve novos depoimentos

Mãe de Joaquim Ponte Marques, Natália Ponte presta novo depoimento; padrasto deve depor nesta tarde

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, tirular da Delegacia de Investigações Gerais e responsáveis pelas investigações do desaparecimento e morte do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, está ouvindo novamente o depoimento da mãe do garoto, Natália Mingoni Ponte.

É a terceira vez que ela fala ao delegado após o encontro do corpo do garoto, no último dia 10. O padrasto de Joaquim, Guilherme Longo, deve prestar novo depoimento e uma acareação entre os dois não está descartada. Também nesta semana a polícia deve fazer a reconstituição do desaparecimento de Joaquim.

Na manhã desta segunda-feira, dia 18, o delegado informou já ter provas suficientes para indiciar o padrasto como autor do desaparecimento e morte do garoto. “Acredito que, com as provas que a gente tem, já é possível indiciar o Guilherme por homicídio doloso, mas ainda falta colher mais provas. Os laudos são fundamentais para que a gente tenha total noção do que aconteceu”, disse.

Um laudo médico divulgado não informou a causa da morte do garoto e novo pedido de exames foi feito. O delegado também quer ouvir depoimentos de familiares de Natália e Guilherme, para tetar comprovar, por exemplo, as declarações da mãe do menino de que o padrasto era violento e a ameaçou de morte.

Os depoimentos se sucedem porque as afirmações dos dois ainda são contraditórias. Há, por exemplo, divergências sobre quem telefonou para a polícia, no dia do desaparecimento. Guilherme teria dito que foi ele e, depois, que teria sido Natália.

"Isso não é um mero detalhe, é um fato importante. Se você tivesse ligado para a polícia, você não se esqueceria. Não tem como se equivocar desse jeito”, afirmou o delegado, que salientou ainda que os depoimentos já demonstraram que Guilherme não é uma pessoa calma, como tentou demonstrar, mas agressiva.

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