Delegado pede quebra de sigilo telefônico
Ele quer ter acesso a bilhetagem de telefone celular de várias pessoas
O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelas investigações sobre o desaparecimento do garoto Joaquim Ponte Marques, de três anos, disse na noite desta sexta-feira, dia 8, que pediu a bilhetagem de telefones celulares de “várias pessoas” ligadas ao caso. Ele não revelou quais seriam os telefones, mas os dois dos principais suspeitos, o da mãe de Joaquim, Natália Mingone Ponte, e do padrasto Guilherme Longo, estão entre eles.
A medida, segundo ele, reforçará a obtenção de provas que podem levar a novo pedido de prisão temporária dos dois suspeitos. Ele já fez o pedido uma vez, mas foi negado pela Justiça. “Vamos analisar se voltaremos a pedir. Mas preciso juntar novas provas”, afirmou. Na tarde desta sexta-feira ele se reuniu com o promotor criminal Marcus Túlio Nicolini, para discutir o caso.
O delegado também ouviu nesta sexta-feira uma testemunha que ele havia anunciado, mas disse que quase nada acrescentou às investigações. Ele também ouviu novamente a mão de Joaquim, que teria levado para ele alguns pertences do menino. “Temos algumas pistas novas, mas não podemos falar sobre elas para não atrapalhar as investigações”, disse. Também o pai de Natália foi ouvido pela manhã.
O advogado de defesa de Natália Mingone, Antônio Carlos Oliveira, disse que sua cliente está tranquila e que o único objetivo do casal é encontrar o menino Joaquim, que desapareceu na madrugada de terça-feira, dia 5, da casa Del, no Jardim Independência.
O advogado também afirmou que se a prisão for decretada o casal se apresentará e ele tomará as medidas necessárias para a revogação da prisão. Para o delegado, a prisão temporária seria uma forma de separar os dois suspeitos e evitar que o relacionamento diário possa comprometer novos depoimentos.
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Texto: Guto Silveira
Fotos: Júlio Sian e divulgação