Descarte sustentável

Descarte sustentável

Centro de Informática da USP Ribeirão Preto busca parceiro para captação e processamento dos resíduos eletrônicos, realizados atualmente no Cedir

Em pleno funcionamento, o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (Cedir) da USP, em São Paulo, já recolheu mais de 40 toneladas de materiais de informática e telecomunicações, obsoletos em suas unidades. No campus de Ribeirão Preto, a Universidade procura parceiros para poder realizar essa operação e até ampliar as ações de reuso e coleta dos resíduos de informática junto à população local.

As ações nesse sentido estão centralizadas no Cedir, instalado em um galpão com 400 m² que conta com área para carga e descarga, triagem e destinação. Ligado ao Centro de Computação Eletrônica (CCE-USP) da Universidade, o setor processa de 500 quilos a uma tonelada de produtos por mês.

Oswaldo Bassa Filho, diretor do Centro de Informática da USP-RP (Cirp) explica que todo material descartado é criteriosamente analisado e, quando possível, consertado e redirecionado a outros setores dentro ou fora do campus. A unidade também recebe material da comunidade, que pode entrar em contato pelo e-mail [email protected] e agendar horário e data para a entrega do material.

Entre as instituições que já foram beneficiadas, o diretor cita o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (Gacc), o Grupo de Apoio ao Transplantado de Medula Óssea (Gatmo), a Polícia Militar e a Penitenciária de Serra Azul. “Com o avanço acelerado da informática, os equipamentos acabam ficando obsoletos precocemente, exigindo a substituição por tecnologias mais eficientes”, ressalta Oswaldo.

No Cedir, depois da coleta e da triagem, cada equipamento é pesado, desmontado e suas peças separadas por tipo de material, como plásticos, placas eletrônicas, cabos, entre outros. Por último, são armazenados até o recolhimento por empresas especializadas em reciclagem devidamente credenciadas, que transformarão esses resíduos em matéria-prima para a indústria.

Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, coordenadora do Cedir-USP e assessora para projetos especiais do CTI-USP, observa que, após a separação, os discos rígidos são destruídos para que as informações não sejam aproveitadas. Tereza lembra, ainda, que o projeto, pioneiro de tratamento de lixo eletrônico em órgão público, foi vencedor na Categoria Inovação e recebeu menção honrosa na mesma categoria do Prêmio Mário Covas do Governo do Estado de São Paulo em 2008.  

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