Desenvolvimento e geração de empregos
Atualmente, Ribeirão é a maior produtora brasileira de etanol, açúcar e cana-de-açúcar
Ribeirão Preto é o centro de uma das regiões mais ricas do Brasil. Atualmente, a cidade é a maior produtora brasileira de etanol (biocombustível), açúcar e cana-de-açúcar, com mais de 3 milhões de toneladas colhidas e uma área plantada de 37 mil hectares. O município também é um importante centro de pesquisas, especialmente na área da saúde. A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo está entre as 50 instituições com maior produção científica do mundo, sendo a maior da América Latina, produzindo 33% das pesquisas realizadas no país. Além disso, a cidade se destaca pelas pesquisas nas áreas de biotecnologia, bioenergia e tecnologia da informação.
Para dar continuidade à implantação de projetos de fomento e desenvolvimento no setor econômico, que tem garantido a Ribeirão Preto positivos resultados na geração de novas vagas de emprego, foi inaugurado, em 2006, o Distrito Empresarial “Prefeito Luiz Roberto Jábali” ou Distrito Industrial, como é conhecido. O papel de espaços como esse, ou sistemas industriais, tem sido amplamente discutido, tendo em vista o amplo desenvolvimento proporcionado por vários distritos. “O Distrito Industrial é fundamental para Ribeirão Preto, pois é um local específico para instalar empresas e indústrias. É um loteamento projetado para isso, com toda a infraestrutura necessária”, explica o secretário de Obras, Abranche Fuad Abdo.
Localizado em um dos pontos comerciais mais nobres, às margens da rodovia Anhanguera, o Distrito Industrial é ladeado pelo Anel Viário Norte e fica a 3,2 Km de distância do Aeroporto Leite Lopes, autorizado a operar cargas internacionalmente, e a 4,5 Km da Estação Ferroviária, que está interligada aos Portos de Santos (SP), Vitória (ES) e Paranaguá (PR), o que garante boa viabilidade, tanto para os colaboradores e as mercadorias das empresas que atuam no local.
De acordo com a prefeita Dárcy Vera, o Distrito recebeu melhorias e transporte público. Para ela, a localização é um dos principais pontos fortes da área. “O Distrito está cercado de rodovias, que é um facilitador para o transporte de mercadorias para vários estados brasileiros. A proximidade com o Aeroporto Leite Lopes também é positiva, já que o Terminal Internacional de Cargas deve entrar em funcionamento em breve”, explica a prefeita.
Atuando no mercado imobiliário, a Revprol, indústria de tintas e revestimentos acrílicos, foi a primeira a se instalar no Distrito Industrial, inaugurando sua sede em 2009. Segundo o proprietário José Coelho, o Distrito Industrial atendeu à demanda da Revprol de imediato. “O Distrito foi bem planejado, além de estar em ótima localização. Aqui, conseguimos construir uma nova fábrica, mais moderna, que triplicou nossa capacidade de produção e, consequentemente, gerou novos empregos”, comenta.
Com duas etapas concluídas, o Distrito Industrial começa 2014 com novos projetos para beneficiar a cidade. O secretário de Obras explica que, nos próximos dias, será divulgada a empresa que dará andamento à terceira etapa do projeto. “Agora, realizaremos terraplanagem, pavimentação asfáltica, ciclovia, galeria de águas pluviais, rede coletora de água e esgoto, distribuidores de água e derivações, paisagismo e sinalização de trânsito”, lista Abranche. Concluída esta etapa, a Secretaria de Infraestrutura iniciará a implantação da eletricidade primária, secundária e das vias públicas. Após a finalização deste trabalho, serão realizadas manutenções periódicas no local..jpg)
O Distrito Industrial se desenvolveu rapidamente e conta, atualmente, com 40 empresas instaladas e em funcionamento, 20 empresas em obras e 31 lotes adquiridos. “Isso representa desenvolvimento, geração de empregos e fomento econômico para a nossa cidade. Tem empresas que se instalaram no local em 2010 e já estão exportando seus produtos para vários cantos do mundo. Outras já se preparam para ampliação”, enfatiza Dárcy.São aproximadamente 300 mil m² a serem disponibilizados, onde poderão ser implantadas cerca de 100 novas empresas. Nos próximos dias, um leilão, que acontecerá ainda em janeiro, será lançado. Na ocasião, os empresários interessados poderão e assim conhecer e adquirir os lotes disponíveis no local. “As empresas que se instalaram no local expandiram significativamente os negócios, o que é muito bom. Quanto mais a empresa cresce, mais a cidade ganha. São mais empregos e renda para o nosso município”, frisa a prefeita. Vale ressaltar que as empresas interessadas podem adquirir mais de um lote.
Uma das metas do Distrito Empresarial é conscientizar as empresas sobre meio ambiente, qualidade de vida e ações sociais, principalmente, beneficiando moradores das proximidades. Por esse motivo, o Distrito possui uma área destinada à preservação, onde serão instaladas praças e parques. Além disso, a terceira etapa do Distrito iniciará uma ação social para a urbanização da Favela do Simioni. “Além de ganhar com novas oportunidades de emprego, esta terceira etapa irá beneficiar os moradores da favela do Simioni, começando pela canalização do córrego que atravessa a área”, explica Abranche.
Parque tecnológico
Outra questão positiva para atrair novas empresas para o município é o trabalho conjunto do Distrito Empresarial e do Parque Tecnológico, estruturado por meio de uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP), a Prefeitura Municipal, a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e a Fundação Instituto Polo Avançado de Saúde (FIPASE), com apoio da Agência Brasileira da Inovação (FINEP), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Com sede no campus da USP, o Parque Tecnológico objetiva criar um ambiente de convivência e sinergia entre universidade, poder público e empresas que realizam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I), impulsionando, assim, o desenvolvimento científico e tecnológico e, consequentemente, atraindo empresas que invistam em processos inovadores.
De acordo com um estudo do Centro de Pesquisa em Economia Regional da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (CEPER/Fundace), divulgado no primeiro semestre de 2013, o Parque Tecnológico, ao contribuir para o desenvolvimento de novos conhecimentos, estreitando a relação empresa-universidade, agrega valor aos negócios instalados no Município. O estudo, assinado pelos professores Rudinei Toneto Júnior e Graciane Silveira Porto, termina com a seguinte conclusão: “quem sabe Ribeirão Preto possa ser chamada de a Califórnia Brasileira pelo seu dinamismo tecnológico e inovador. Este é nosso objetivo”.
Revide On-line
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Julio Sian e arquivo Revide