Desmistificando o Estilista
Muita gente que faz o curso de Moda sonha em ser estilista, aquele que dita tendências
Muita gente que faz o curso de Moda sonha em ser estilista, aquele que dita tendências e cria coleções de roupas e acessórios, exercendo forte influência sobre a maneira como as pessoas se vestem. Aquele que, além de desenhista de moda, cria o vestuário adequado para cada tipo de pessoa. O estilista é o profissional que deve definir texturas e tecidos, pensar em cores, brilho e fundamentalmente em modelagem, o corte e o modelo ideal para cada corpo, para cada cliente.
Quem vê de fora a profissão do estilista, enxerga um trabalho cheio de glamour, mas na prática não é bem assim. Rodrigo Sor, 28 anos, estilista formado em Moda pelo Centro Universitário Moura Lacerda, acredita que a palavra certa seja exclusividade, não glamour. “Em um atendimento: o estilista está na frente do cliente, ouvindo e pensando em cada detalhe para a construção de uma roupa. Por isso, o trabalho acaba sendo exclusivo para um cliente específico, tanto na busca por um tecido, em algum diferencial para seu look, quanto no desenho de um modelo ideal para seu tipo físico, jamais se esquecendo da ocasião em que o modelo será usado”, observa Rodrigo, deixando claro que o glamour se perde em meio de tanta correria, como tecidos, confecção, provas e acabamentos.
Assim como não há glamour, também não existem facilidades no início da carreira do estilista, como em qualquer área profissional. “No mundo da moda, as possibilidades são menores e nem sempre um estilista inicia sua carreira com grande número de clientes, materiais de trabalho e, principalmente, mão de obra disponíveis para a execução de um trabalho”, afirma Rodrigo, que atualmente cria modelos para as clientes da Tecitêxtil Desiree, através de tecidos exclusivos, e moulages (técnica de modelagem na qual o tecido é montado no manequim para simular um modelo de vestido ou peça) para as vitrines da loja.