Desmitificando a carne suína
A inclusão de farelo de acerola na alimentação de suínos reduz os teores dos ácidos graxos saturados e aumenta os índices de substâncias como ômega 3 e 6
A inclusão de uma fonte de fibra, no caso o farelo de acerola, na alimentação de suínos contribui para reduzir 7,63% o volume de ácido graxos como o mirístico e 5,03% do palmítico. Essas substâncias estão relacionadas diretamente com o desenvolvimento de mudanças degenerativas nas paredes das artérias humanas e seu consumo demasiado pode provocar doenças cardiovasculares.
Os dados foram identificados pelo zootecnista Fabricio Rogério Castelini, da Unesp de Jaboticabal, por meio de estudo coordenado pela professora Maria Cristina Thomaz, do Departamento de Zootecnia da Universidade. O trabalho aponta, ainda, alta nos índices de ômega 3 e 6, respectivamente, em 21,74% e 25%, substâncias que auxiliam na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim (LDL), aumentando o colesterol bom (HDL).
Fabricio explica que os animais foram alimentados por 40 dias, com percentuais de farelo de acerola adicionados à alimentação normal, entre 9%, 18% e 27%. Após o abate, o pesquisador avaliou as carcaças e descobriu que os porcos que receberam o farelo apresentaram reduções importantes nos teores destes ácidos graxos. O resultado deve contribuir para o aumento do consumo da carne suína.