Destaques da Feira
Saiba quem são os homenageados da 13ª Feira do Livro de Ribeirão Preto, escolhidos pelo público através do site

Os preparativos para a 13ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto estão em pleno andamento. A Fundação Feira do Livro cuida de cada detalhe da organização para que o evento possa atender às expectativas de milhares de visitantes. Grandes nomes do meio literário e artístico estarão na cidade de 6 a 16 de junho. Enquanto a programação completa ainda está sendo finalizada, os organizadores promoveram uma enquete on-line com o público para escolher os homenageados neste ano. Confira a seguir:

País - Alemanha
A república parlamentar federal é reconhecida por sua forte atuação no ramo econômico, científico, tecnológico e, especialmente, cultural. São centenas de teatros, orquestras, museus e bibliotecas espalhadas pelo país de 82 milhões de habitantes. Principal economia da União Europeia, a Alemanha ficou conhecida como “a terra dos poetas e pensadores”, por ser berço de importantes nomes da literatura, em várias épocas e em diferentes gêneros, como Walther von der Vogelweide e Wolfram von Eschenbach. Além disso, as coleções de contos publicadas pelos irmãos Grimm popularizaram, mundialmente, o folclore alemão. A influência na filosofia destaca-se com as obras de Karl Marx e de Friedrich Nietzsche.

Patronesse - Elmara Lucia de Oliveira Bonini
A patronesse da Feira é a reitora da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), Elmara Lucia de Oliveira Bonini. Inspirada no trabalho desenvolvido pelos pais, Electro Bonini e Maria Aparecida Borges de Oliveira Bonini, Elmara demonstrou a vocação de educadora desde jovem e deu diversas contribuições para elevar a qualidade do ensino em Ribeirão Preto. A reitora tem convicção de que é possível formar profissionais com excelência para o mercado de trabalho e, com isso, transformar a sociedade através da cidadania. Elmara já recebeu diversas homenagens, mas a indicação para ser a patronesse da Feira do Livro de Ribeirão preto é um reconhecimento especial em sua carreira dedicada à educação.

Autor infanto-juvenil - Pedro Bandeira
A palavra que define Pedro Bandeira é pluralidade. O autor, famoso no segmento infanto-juvenil, trabalhou como dramaturgo, atuou como ator, diretor e cenógrafo, apresentou programas na TV, foi professor de Literatura Brasileira e Portuguesa, protagonizou comerciais e trabalhou muito anos como jornalista. Foi em 1972 que começou a se dedicar, exclusivamente, a escrever livros para crianças e adolescentes. A primeira obra foi “O Dinossauro que fazia au-au”. Para falar diretamente com o público, estudou Psicologia e Educação. Em sua lista de publicações, constam 77 obras que foram bem vendidas, entre elas, “A droga da obediência”, “A marca de uma lágrima”, “Agora estou sozinha” e “A mentira cabeluda”.

Autor da terra - Nelson Jacintho
Nelson Jacintho formou-se na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) e tem especialização em Ortopedia e Traumatologia. Porém, a paixão pela Medicina tem um forte concorrente: o universo das letras. Jacintho escreve desde os tempos de ginásio. Além das contribuições literárias sobre temas específicos da área da saúde, como o livro “Postura é Fundamental”, o médico publicou poesias, romances, contos para adultos e contos elaborados especialmente para o público infantil. Destaque para “Gotas de Orvalho”, “Contos e Crônicas da Cidade” e “Contando histórias”. Jacintho é vice-presidente da Academia Ribeirãopretana de Letras e coordenador do Grupo de Médicos Escritores de Ribeirão Preto Dr. Carlos Roberto Caliento.

Escritor - Monteiro Lobato
Nascido em Taubaté, no interior de São Paulo, Monteiro Lobato se tornou um dos mais influentes escritores brasileiros do Século XX. Ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo dos livros infantis, caracterizados pela linguagem simples e pela junção harmônica de realidade e de fantasia. Sua obra mais conhecida é o “Sítio do Pica Pau Amarelo”, composta pelos livros “Reinações de Narizinho”, “Caçadas de Pedrinho”, “Memórias de Emília”, “O Poço do Visconde”, entre outros. Lobato também escreveu contos, artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas e livros para adultos, como “Urupês” e “O Presidente Negro”. Também teve um papel importante como tradutor e editor.
Autor da educação - Florestan Fernandes
Sociólogo e professor universitário com mais de 50 obras publicadas, Florestan é referência na América Latina por estabelecer um novo padrão de atuação intelectual no campo sociológico, marcado pelo rigor analítico e crítico. Formado pela USP, iniciou a carreira de docente em 1945. A tese de doutoramento, “A função social da guerra na sociedade Tupinambá”, foi consagrada como um clássico da etnologia brasileira. Os ensaios mais relevantes do professor estão registrados no livro “Fundamentos empíricos da explicação sociológica”, onde defende o ensino público, laico e gratuito, enquanto direito fundamental do cidadão do mundo moderno. Florestan faleceu, em 1995, com graves problemas no fígado.