Dia da cavalaria

Dia da cavalaria

Em Ribeirão Preto, a cavalaria contribui para os serviços militares desde 04 de fevereiro de 1941

Comemorado no dia 10 de maio, o Dia da Cavalaria representa o herói da Guerra do Paraguai e Patrono da Arma de Cavalaria do Exército Brasileiro, o General Manuel Luiz Osório, que está entre os inúmeros personagens históricos desse serviço militar.

Indispensável em todas as campanhas militares brasileiras, a cavalaria está sempre à frente dos demais integrantes da Força Terrestre e, no início das operações, segue em busca de informações sobre a região, além de ser responsável pelo policiamento preventivo em grandes eventos do município e região.
“A cavalaria faz todo o trabalho preventivo em campos de futebol, grandes eventos como o Carnabeirão, festa de peão, reintegração de posse e trabalhos voluntários como a equoterapia”, explica o 1º Ten. PM Luiz Gustavo Gotardo.

Atualmente, são raros os exércitos que mantém as forças de combate a cavalo, porém muitas cavalarias seguem a tradição, e fazem também o uso de veículos motorizados, blindados ou helicópteros em operações designadas para a cavalaria.

Ribeirão Preto
Na cidade, a cavalaria contribui para os serviços militares desde 04 de fevereiro de 1941, os animais ficaram um período na capital e voltaram para a cidade em 18 de dezembro de 1948. “Em 1941 eram sete cavalos e doze muaras que contribuíam com a Força Pública, o interessante é que os cavalos e as muaras ficavam abrigados na Cia Antártica, em 1947 os responsáveis receberam ordens para recolher ao Regimento de Cavalaria todos os cavalos e material de arreiamento para serem utilizados no policiamento na capital, mas em dezembro de 1948 eles voltaram para Ribeirão Preto permanecendo aqui até hoje”, conta o tenente.

Para integrar a cavalaria, os policias passam pelo curso de tropa montada, que é realizado no Regimento 9 de Julho em São Paulo, e os policias que trabalham na equoterapia possuem o curso reconhecido pela Associação Nacional de Equoterapia (Ande Brasil).

Os cavalos utilizados são, geralmente, da raça Brasileira de Hipismo, devido ao porte físico, resistência, temperamento calmo e docilidade. Os animais ficam em estábulos, recebem o acompanhamento dos veterinários do pelotão montado e a alimentação correta seis vezes ao dia. “Os animais precisam se acostumar com qualquer tipo de barulho, movimentos e até com outros animais. Por isso, são realizados treinamentos com todos os cavalos e policiais no pelotão montado”, explica o tenente.

O valor da mobilidade e do choque da cavalaria foi muito apreciado e explorado pelos exércitos da antiguidade, muitos eram constituídos apenas por tropas a cavalo, a cavalaria tradicional sobreviveu a grandes guerras e algumas forças de combate a cavalo atuam até hoje, como infantaria montada, para a prevenção de fatos que tragam a desordem e em terrenos de acesso difícil, como florestas e montanhas.

Leia também a matéria sobre a Equoterapia da Polícia Militar de Ribeirão Preto. Clique aqui.

Texto: Pâmela Silva
Fotos: Júlio Sian

*Matéria publicada em 10/05/2011

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