Dinheiro Pulverizado
Ministério Público encaminhou nova denúncia à Justiça envolvendo a ex-prefeita Dárcy Vera e o ex-marido dela
A ex-prefeita Dárcy Vera foi denunciada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Além dela, o ex-marido, Mandrison Felix de Almeida Cerqueira, também foi denunciado pelos mesmos crimes. A acusação será analisada pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto. Segundo o Gaeco, Dárcy teria lavado R$ 1,6 milhão obtido por meio de vantagem indevida em crimes investigados no âmbito da Operação Sevandija. Desse total, R$ 533 mil foram direcionados para a reforma da casa da ex-prefeita, no bairro Ribeirânia.
As investigações também constataram que R$ 190 mil foram pulverizados em várias contas com a finalidade de despistar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Procurada, a advogada de Dárcy Vera afirma que ainda não teve acesso à denúncia. Nas contas de Mandrison, teriam passado R$ 810. Segundo a acusação, o ex-marido de Dárcy pode ser condenado pelo crime de lavagem de dinheiro por disponibilizar contas bancárias para que parte da propina fosse depositada em pequenas quantias, com a finalidade de despistar a fiscalização.

Além disso, o MP declarou que o homem forte da ex-prefeita, o ex-secretário Marco Antônio dos Santos, teria ocultado R$ 140 mil em cheques por meio do pagamento de advogados de Dárcy. A pedido dos promotores, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e de bens dos denunciados, entre os quais a casa reformada de Dárcy e terrenos que Mandrison possui em um loteamento industrial. Dárcy e Marco Antônio continuam presos, mas em razão do processo relacionado aos honorários advocatícios. Como medida cautelar, Mandrison deverá entregar o passaporte e não poderá se ausentar da cidade sem autorização judicial. Os denunciados estão sujeitos a penas de três a dez anos por cada crime de lavagem.