Disciplinas na prática
Feiras de ciências, aulas extracurriculares e eventos educacionais ajudam os adolescentes a entenderem melhor diversas disciplinas escolares
Durante algumas horas ou dias seguidos, todas as fórmulas e teorias aprendidas em sala de aula se transformam em realidade durante eventos extracurriculares, feiras temáticas e outras estratégias utilizadas pelos educadores para reforçar o aprendizado.
Essas ações despertam o interesse dos adolescentes, que se reúnem e se inscrevem nas modalidades ou temas que mais encontram afinidade. É o que aconteceu com as amigas Larissa Herrera e Alessandra Couto, de 12 anos, que escolheram fazer uma apresentação na Feira de Ciências da escola sobre o tema “animais”. Durante alguns meses, pesquisaram sobre o assunto, discutiram com os professores e criaram uma apresentação sobre a natureza dos pinguins, levando em consideração a importância da conscientização ambiental. “Estamos nos preparando desde abril. É um projeto muito gostoso, pois descobrimos muitas informações novas. Além disso, tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho de outros colegas”, explica Larissa.
Acompanhadas pelo professor de ciências, Renato Trevilato, as alunas cuidaram dos mínimos detalhes para que o trabalho ficasse bastante educativo. “Ao propor uma feira, sabemos que o estudante vai usar a parte teórica dada em sala de aula em formato de exposição. É uma ótima forma de reforçar as matérias. Além disso, os jovens ficam animados com os trabalhos”, complementa o professor que junto com a feira, realiza um trabalho de conscientização ambiental.
Para as estudantes Ana Carolina Silva, Ana Júlia Motta Minohara e Isabela Gelfuso, essas oportunidades são excelentes para reforçar as disciplinas e conhecer novos amigos. “Muitas vezes, descobrimos afinidades com colegas que não tínhamos contato e, a partir daí, nasce uma nova amizade”, declara Ana Carolina. Compartilhando da mesma opinião, Emily Ami Takeuchi, de 12 anos, acrescenta que a apresentação ao público também reforça a noção de trabalho em equipe.
Além das feiras, algumas escolas oferecem aos seus alunos diversas aulas extracurriculares. Há um ano e meio, Heitor Villa Sarti, de 11 anos, inscreveu-se no curso de robótica oferecido pelo colégio. “A curiosidade para entender como o mundo funciona me motivou a participar das aulas. O mais interessante é que tudo que aprendi foi colocado em prática também na sala de aula”, conta o adolescente.
Com intuito de trazer a realidade para as aulas de robótica, a educadora da Lego Education, Patrícia do Carmo, explica que a disciplina ensina aos estudantes a noção de grupo, de resolução de problemas, além de promover o estudo da tecnologia na teoria e na prática. O participante do grupo, Heitor Gonçalves Amor, de 12 anos, decidiu participar das aulas por gostar muito de matemática. “Durante o curso, utilizo muito o raciocínio lógico. Além disso, passei a entender como funciona um robô, um controle remoto, um sistema bluetooh”, declara o jovem.
De acordo com Silvio Caporal, coordenador de Esportes e de Eventos do Liceu Albert Sabin, a educação dos jovens não pode ser apenas voltada às disciplinas curriculares. “É importante dar novas oportunidades para que os estudantes possam descobrir suas aptidões. Por isso, oferecer modalidades extracurriculares alternativas, com certeza, engrandece a formação educacional, tornando os jovens mais responsáveis, com noção de liderança e de grupo”, conclui o professor.
Texto: Mariana Secaf
Fotos: Júlio Sian e Carolina Alves