Diversão à moda antiga

Diversão à moda antiga

Adolescentes descobrem as atividades que divertiam a moçada nos tempos de seus pais e de seus avós

Em um tempo em que não havia tantos brinquedos no mercado, as crianças usavam a criatividade para elaborar as próprias brincadeiras. Tocos de madeira e pedrinhas passavam a ser instrumentos que serviam para dar asas à imaginação. Brincadeiras como “amarelinha”, “cinco marias”, “passa anel”, bolinhas de gude, cantigas de roda, entre outras, fizeram a alegria de diversas gerações.

Hoje, apesar de muitos jovens não conhecerem essas atividades, diversos adolescentes resgatam o prazer de se divertir à moda antiga. Maria Clara Mestriner, de 13 anos, revela que conheceu essas brincadeiras na escola. “No Sabin, os professores organizam intervalos superdivertidos. Um dos temas do recreio são as brincadeiras antigas. Desde pequena pulo corda, brinco de amarelinha, entre outras atividades incentivadas pelo colégio”, lista a estudante.

Silvio Caporal Júnior, coordenador de esportes e eventos do Liceu Albert Sabin Educação Infantil e Fundamental, conta que, entre as atividades propostas durante as aulas de educação física estão jogos e brincadeiras que estimulam a visita ao passado. “Do ponto de vista pedagógico, esse retorno às brincadeiras de antigamente ajuda a preservar a nossa cultura, apesar de toda a tecnologia existente hoje”, explica o profissional, que também incentiva essas brincadeiras nos intervalos escolares.

Ainda segundo o coordenador, essas brincadeiras eram realizadas na rua, mas por causa da violência e do grande movimento de veículos, as atividades foram transferidas para dentro da escola. “As atividades lúdicas desapareceram, pois não houve uma adaptação dessas brincadeiras. Cabe a nós, profissionais, e à escola, assumirmos esse papel. A criatividade não foi perdida, ela apenas precisa ser estimulada e trabalhada de uma maneira mais eficaz”, acrescenta o educador físico.

O mais interessante, de acordo com Eduardo Joppert, de 12 anos, é o contato com as brincadeiras que seus pais faziam. “Quando eu conto o que fiz na escola, eles comentam que também brincavam das mesmas coisas, pois naquela época o computador e outras tecnologias não existiam. Assim, as distrações com os amigos eram bem mais constantes”, explica o aluno, que escolheu o “cabo de guerra” como a brincadeira mais divertida, pois exige muita sintonia entre a equipe durante a brincadeira, sendo um esforço coletivo.

Já para Ana Ribeiro, de 13 anos, adora a “dança das cadeiras”, que traz a possibilidade de unir meninos e meninas para brincar junto. “É uma atividade democrática e que possibilita a aproximação de pessoas de diferentes estilos”, avalia a estudante, que acha muito interessante resgatar essas brincadeiras.

Texto: Mariana Secaf
Fotos: Carolina Alves

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