Diversão e atividade física
Na adolescência, o universo circense e a brincadeira também promovem grande encantamento
Fazer piruetas, balançar, pular na cama elástica e dar várias cambalhotas são algumas das atividades preferidas na infância. Na adolescência, o universo circense e a brincadeira também promovem grande encantamento e podem se tornar um componente da realidade. Em uma aula dinâmica, jovens aprendem diversos movimentos característicos das apresentações de circo.
A estudante Giovanna Antunes, de 14 anos, já fazia aulas de circo em São Paulo e, quando mudou para Ribeirão Preto, buscou uma nova escola para continuar a atividade. “Os movimentos do circo mexem com o corpo inteiro, ajudam a relaxar e distraem a cabeça. Trata-se de uma atividade prazerosa que proporciona o contato com outras pessoas”, conta a aluna, que tem nas manobras realizadas com o auxílio de um tecido sua atividade preferida.
Durante as duas horas de aula, os alunos fazem alongamento, aquecimento e passam por todas as modalidades do circo: picadeiro, trapézio, cama elástica, tecido, entre outros. “Esta é uma atividade completa e nada convencional. Para quem não gosta de exercícios repetitivos, é a escolha perfeita para se exercitar e mandar o estresse embora ao mesmo tempo”, explica o proprietário da escola Cidade do Circo, Ronaldo da Silva de Jesus, mais conhecido como Dola Baruk. Segundo ele, qualquer pessoa pode se inscrever e participar das aulas, já que as atividades não têm restrições. O artista conta que muitas mães começaram a fazer as aulas junto com os filhos e não pararam mais.
Foi o que aconteceu com Marina Fernandes, de 13 anos. Na companhia da mãe, a jovem se inscreveu para o curso de férias e já fez a matrícula permanente. “Quis ocupar meu recesso escolar com uma atividade diferente, mas adorei conhecer melhor os bastidores do circo. Gostei tanto que continuarei as aulas”, conta a nova aluna, que destaca a interação com as outras pessoas e a concentração necessária para realizar cada movimento como duas características marcantes da atividade.
Experiente no assunto, Carolina Lollato, de 12 anos, frequenta o picadeiro desde os seis anos. “Já me inscrevi em aulas de balé, judô e outros esportes, mas foi pelo circo que me encantei. Os exercícios proporcionam experiências lúdicas, de muito esforço e nada repetitivas”, conta a aluna, que tem em cada novo movimento realizado um desafio superado. Além disso, as aulas são excelentes para manter a boa forma. “Os exercícios movimentam todo o corpo, tonificam os músculos e ajudam a melhorar consciência corporal”, complementa Dola.
Texto: Mariana Secaf
Fotos: Carolina Alves