Drones estão ocupando o céu

Drones estão ocupando o céu

O uso de drones para filmagens e lazer têm se tornado comum; equipamento tem ajudado cinegrafistas e fotógrafos e muitos adeptos o utilizam apenas para lazer

Já está ficando comum em qualquer tipo de evento, seja uma festa entre amigos e família, empresariais e até políticos o uso de drones – as aeronaves não tripuladas – para captação e realização de filmagens e fotografias, além de ter se tornado um brinquedo de gente adulta.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), quando o equipamento é utilizado na prática esportiva ou de lazer, o uso dele é considerado aeromodelismo, e devem seguir as normas da Portaria DAC n° 207/STE, de 7 de abril de 1999, do Departamento de Aviação Civil, que limita os espaços que o drone pode ser utilizado, como a manutenção da distância de escolas e hospitais, a limitação de altura de 400 pés acima da superfície terrestre e distância para aeródromos e aeroportos.

O cinegrafista Antonio Carlos da Silva, conhecido como Gu, conta que sempre gostou de aeromodelismo e tomou a atividade como hobby. No início, usando réplicas de aviões e helicópteros, mas há um ano já adota um modelo de drone, que ele usa para fazer imagens de lugares novos que conhece, mas também para trabalhar.

“É o que mais faço ultimamente é ficar com ele. É trabalho, é hobby, é tudo”, destaca Silva, que com o equipamento capta imagens para vídeos institucionais de empresas e para medição de terrenos para loteamentos.

O dono de uma produtora de audiovisual, em Ribeirão Preto, Júnior Nemoto, também tem um drone para atividades profissionais e ele acredita que isso ajuda a abrir um leque de opções de fácil acesso para imagens aéreas.

Ele aponta que o “brinquedo” ocupa menos espaço, e é muito útil por ser de baixo custo.

Júnior diz que há poucos anos nem imaginava que seria capaz de existir um aparelho que trouxesse essa facilidade para quem trabalha com fotografias e filmagens. “Para mim foi até uma boa surpresa quando aconteceu o lançamento comercial dele”, afirma.

Migração

O mecânico de automóveis Leandro Alberto Dominichelli, 39 anos, tem hoje dois drones para se divertir, mas ele já foi adepto do aeromodelismo e migrou para o novo brinquedo há pouco mais de um ano.

O primeiro que ele comprou, por cerca de R$ 2,6 mil, foi o modelo DJI Phanton, com peças todas importadas da China. O segundo modelo ele comprou as peças e montou, ao custo aproximado de R$ 2 mil.

Leandro passa muitas tardes “voando” com seus drones, mas não utiliza câmeras fotográficas e nem de filmagem. “É apenas para lazer”, afirma. O segundo modelo que ele montou tem a estrutura toda fabricada no Brasil. Denominado Frame, ele é um clone do TBS norte-americano.

Ele comenta que não é difícil brincar com os aparelhos e que aprendeu mexendo. Mas a facilidade veio de sua prática com aeromodelos que ele teve por vários anos, antes de aderir ao drone.

Outras utilidades

A loja virtual Amazon está testando uma modalidade de entregas por meio de drones, nos Estados Unidos. Isso, para as encomendas serem entregues em distâncias que possam ser percorridas em até 30 minutos pelo aparelho.

Do outro lado do mundo, o exército norte-americano tem utilizado aparelhos parecidos para fins militares no ataque a membros de organizações terroristas, como um que aconteceu no início desta semana, matando três supostos membros da Al-Qaeda, no Iêmen, segundo a agência de notícias France Press.

Revide On-line
Leonardo Santos (Colaborador)
Foto: Guto Silveira e Divulgação

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