Dupla comemoração

Dupla comemoração

Em agosto, a advogada criminalista Cláudia Seixas comemora duas datas importantes: o Dia do Advogado e o Dia dos Pais

Agosto é um mês de extrema importância para a advogada criminalista  Cláudia Seixas. Primeiro, porque é o mês em que se comemora o Dia dos Pais, que, no caso dela, como mãe, a tarefa se estende à figura paterna. Segundo, porque é o mês de celebração da advocacia.  A seguir, Cláudia aborda essas duas datas tão importantes em sua vida, comemoradas em agosto: no dia 11 é Dia do Advogado e dia 12 é Dia dos Pais.

O que representa o Dia dos Pais, levando em consideração que a senhora é mãe solteira assumida?
Sempre fui mãe e pai da minha filha Naiara. Lembro-me de uma passagem quando Naiara tinha quatro anos e as crianças da escola estavam fazendo uma lembrança para o Dia dos Pais. A professora disse que era para a Naiara fazer uma lembrança para a mãe e ela respondeu: “Não, farei a lembrança para a minha mãe que é também meu pai”. Daí em diante, sempre comemorei o Dia dos Pais com a minha filha. Senti — e sinto até hoje — a grande responsabilidade do que é ser pai.

Como advogada criminal, quais as frases que mais escutou durante seus anos de atividade profissional e quais suas respostas? 
Uma das frases que mais ouvi em 33 anos de advocacia criminal foi: “Doutora, sou inocente”. Ela não deixa de ser correta, pois a Constituição de 1988, com todas as letras, diz que ninguém é culpado até o trânsito em julgado de uma sentença penal condenatória. Outra frase bastante ouvida é: “Tenho medo do juiz”. Sempre digo que do juiz não podemos ter medo, pois ele está ali para fazer valer as leis e que, na realidade, é também papel do juiz cuidar da pessoa acusada, para que todos os seus direitos e garantias constitucionais sejam, efetivamente, respeitados. Uma pergunta bastante frequente é: “O Ministério Público do meu processo é bom ou mau?” Respondo que nem uma coisa nem outra. O Ministério Público é parte no processo que representa o Estado, e, por isso, tem o dever de realizar seu serviço com total independência e maestria. O Ministério Público pode, inclusive, pedir a absolvição, quando verificar pelas provas produzidas que o acusado é inocente. Aqui, abro um parêntese: não há nada mais sublime dentro do processo penal do que o órgão que acusa pedir a absolvição. Por fim, outra questão levantada com frequência: “Serei absolvido ou condenado?” Não sei. A decisão está nas mãos do juiz. É ele quem decidirá, mas confesso que todo criminalista que vivencia o processo, no fundo, sabe o que virá. A diferença é que, atualmente, muitas decisões são inexplicáveis frente a uma enxurrada de decisões conflitantes em casos tão semelhantes.

Por ser o mês em que se comemora o Dia do Advogado, como a doutora encara a advocacia?
Encaro a advocacia como algo sagrado. Aproveito a oportunidade do dia 11 para parabenizar a todos os advogados, não apenas porque agosto é o nosso mês, mas pela luta diária que todos enfrentam.

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