Ecologicamente corretas

Ecologicamente corretas

Com medidas simples é possível promover o equilíbrio na hora de construir

Sustentabilidade é um assunto amplamente divulgado nos últimos anos. Através de medidas simples e do comprometimento dos consumidores, é possível combater a exploração abusiva dos recursos naturais e estabelecer, assim, uma relação de equilíbrio entre o homem e o meio ambiente.

Essa proposta ecologicamente correta pode ser constatada em diversos setores da sociedade, como na construção civil. Na hora de planejar e de executar a obra, seja um grande empreendimento ou uma reforma mínima, profissionais e clientes têm optado por pequenas modificações que fazem a diferença no contexto final. Uma delas é a formatação da planta.

“A construção pode privilegiar a luz natural com o uso de vidros e também de aberturas maiores que facilitam a ventilação. Com isso, diminuímos a necessidade de energia elétrica. O uso de placas de aquecimento solar é mais um fator positivo nesse contexto. Para evitar o desperdício de água, podemos construir reservatórios de armazenamento e reutilizar o líquido para regar jardins, limpar a casa e lavar o carro. Essa, inclusive, já é uma realidade em alguns empreendimentos da cidade”, afirma o arquiteto Sergio Coelho. 

Outra iniciativa que pode colaborar é a escolha de materiais alternativos. Depois de muitos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, o mercado hoje oferece diversas possibilidades. “Os fornecedores perceberam que o público se interessou pela causa e trabalharam para se adequar ao novo conceito”, explica a arquiteta e sócia-proprietária da UNA Acabamentos, Brenda Morais.

O mármore e outras pedras, por exemplo, foram substituídos por porcelanados com tecnologia HD que reproduzem perfeitamente o aspecto da rocha. “Além de preservar o meio ambiente, o cliente ainda obtém uma relação custo-benefício mais atrativa”, enfatiza Brenda. Destaque também para os pisos autodrenantes, que mantêm a permeabilidade do solo. A arquiteta e empresária explica que existem muitos outros produtos, para cada etapa da obra, que seguem a linha ecologicamente correta à disposição dos consumidores. 

Já na etapa final, os resíduos, ao invés de serem descartados e virarem entulho, podem ser reaproveitados, gerando um resultado atual, bonito e sustentável. Porém, para Sergio, um longo caminho deve ser percorrido se a população realmente quiser que essa onda verde se espalhe em larga escala.

“Somos privilegiados porque possuímos um país naturalmente rico. Temos acesso ao que precisamos sem problemas. Por isso, algumas pessoas ainda não se conscientizaram que tudo pode, um dia, acabar. Esse entendimento está acontecendo aos poucos. Mesmo assim, faltam recursos financeiros e tecnologia para viabilizar os procedimentos de forma completa e eficiente”, comenta o arquiteto.  

Exemplo 
Ações ecologicamente corretas não são aplicadas apenas nas edificações. O processo de urbanização e ocupação do solo adequado também conta. Nesse assunto, a Vila do Golfe pode ser apontada como um exemplo. Desde sua criação, em 1999, o local abriga uma série de empreendimentos de alto padrão.

Cada detalhe da estrutura do bairro planejado foi estudado para proporcionar conforto e comodidade, sem esquecer da valorização dos recursos naturais. A quantidade de áreas verdes — que no final do projeto será de 60% —, a recuperação de trechos de matas ciliares, a manutenção de um viveiro com espécies nativas e a preservação da Mata de Santa Teresa e dos animais que ali vivem, juntamente com um sistema de captação de águas pluviais que facilita a infiltração, são apenas algumas das ações adotadas pela Vila do Golfe.

“Alguns cuidados foram incorporados na legislação, tornando-se, portanto, obrigatórios. No entanto, as leis estão limitadas a questões básicas que, embora bastante restritivas, não esgotam as possibilidades da busca pela sustentabilidade. Ir além passou a ser um diferencial reconhecido pela sociedade e pelo consumidor. Mais do que um atrativo para os negócios, isso se tornou a filosofia de trabalho da nossa empresa”, finaliza o arquiteto e urbanista Silvio Contart, diretor de projetos da Vila do Ipê Empreendimentos, empresa que lidera o desenvolvimento da Vila do Golfe e que tem como sócios a Chemin Desenvolvimento Imobiliário, o Grupo WTB e a família dona da área.

Texto: Paula Zuliani | Fotos: Carolina Alves

      

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