Economia verde
Mônika Bergamaschi levanta a bandeira da “economia verde”
Primeira mulher a assumir a centenária Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi levanta a bandeira da “economia verde”. Neste modelo, o desenvolvimento econômico é amparado pela pesquisa e pelo uso em larga escala de fontes renováveis de energia. Políticas de eficiência energética, racionalização do uso da água, responsabilidade socioambiental, criação de novos produtos, entre outras ações, complementam a fórmula.
Melhorar a renda do agricultor, dar atenção aos pequenos e médios agricultores e ao cooperativismo, além de abordar questões ambientais, são alguns dos desafios dessa gestão. Mônika foi executiva da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) por 15 anos, sendo dez como diretora executiva em Ribeirão Preto e cinco na assessoria nacional da ABAG. Para ela, o agronegócio paulista responde por uma parcela significativa da economia brasileira, na geração de empregos e divisas. “Mas a ameaça ao direito de propriedade e a morosidade na definição da legislação ambiental inibem o movimento desta engrenagem”, avalia a secretária.
Natural de São Carlos, a engenheira agrônoma reforça a importância de aumentar a atenção dada aos aspectos zoo e fitossanitários, ao fomento da inclusão de pequenos produtores via cooperativas e associações, ao incentivo à pesquisa e à extensão, entre outras ações. “É preciso favorecer acesso a instrumentos de políticas públicas, melhorar a renda do produtor e garantir o abastecimento com produtos seguros e de qualidade”, frisa Mônika.
Para o empresário e presidente do Conselho da ABAG-RP, Eduardo Diniz Junqueira, a nova secretária conhece bem os problemas do setor e espera que ela exerça o atual cargo com o mesmo talento e retidão com que comandou a Associação. “Lutadora de muito talento, Mônika fez muito pela agricultura brasileira e em favor de uma legislação ambiental justa”, ressalta. Eduardo lembrou que a secretária contribuiu para a realização do primeiro levantamento aéreo, realizado em 2003 pela ABAG-RP em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O trabalho resultou no Sistema de Gestão Territorial, baseado no monitoramento da dinâmica e dos impactos do uso e da cobertura das terras agricultáveis da região.
*Matéria publicada em 20/06/2011