Educar para transformar

Educar para transformar

Com atividades socioeducativas, a entidade contribui para o desenvolvimento da cidadania através do incentivo à educação

Movido pela vontade de ajudar o próximo, Dr. Geremias Rodrigues Vilela iniciou, há mais de 30 anos, um trabalho de atendimento básico de saúde à população carente do Parque Ribeirão. Sua dedicação ao projeto chamou a atenção e inspirou alguns amigos a fazer o mesmo. Voluntariamente, o grupo passou a oferecer também apoio social, espiritual e material. Assim nasceu, em 1980, a Associação Obreiros do Bem, instituição filantrópica dedicada a promover intervenção social por meio do fortalecimento de vínculos familiares e formação geral de jovens.

Na época, a precariedade total de infraestrutura do Parque Ribeirão foi fator determinante para que o bairro fosse escolhido como sede da ação. “Não havia saneamento básico e nem energia elétrica. Levantamos recursos entre nós e compramos três lotes na região, da dona Branca Salles. Sensibilizada com a nossa causa, ela doou mais cinco lotes. Hoje, é muito gratificante ver como a iniciativa evoluiu. O ganho pessoal que temos é imensurável”, explica Gláucia Petersen que, ao lado do marido Álvaro, foi uma das fundadoras da instituição.

Oferecendo atividades socioeducativas a crianças e a adolescentes entre seis e 15 anos, em contraturno escolar, a entidade contribui para o desenvolvimento da cidadania através do incentivo à educação e à socialização dos jovens e dos familiares. “Não acredito no assistencialismo. É preciso educar para formar cidadãos e transformar as desigualdades sociais”, afirma Cidinha Adorno, atual tesoureira da casa. Os participantes aprendem e se divertem em oficinas de dança, música, teatro, esportes, inclusão digital, comunicação, tear, artes e recreação. De um modo lúdico e descontraído, os jovens vão descobrindo seus próprios interesses e potencialidades.

Para que isso seja possível, a Instituição conta com uma equipe de 22 profissionais multidisciplinares. Entre eles, assistente social, pedagogo, psicólogo, monitores e facilitadores de oficinas. Há, ainda, uma equipe de voluntários, incluindo um grupo de senhoras que realizam o projeto Costura do Bem, reunindo-se semanalmente na entidade para produzir costura artesanal. As peças são vendidas em bazar com o objetivo de arrecadar recursos. Com capacidade para atender até 180 crianças, a Associação Obreiros do Bem inicia 2013 com 162, distribuídas em turmas matutinas e vespertinas, de no máximo 20 jovens cada. Porém, não é por falta de demanda que a casa não está atuando em seu limite máximo. Como a maior procura é pelo período da tarde, acabam sobrando vagas durante a manhã.

João Pedro Gonçalves Silva, Marcio Valmir Eglite e Camile Vitória Ferro Garcia frequentam a entidade há alguns anos. Segundo as crianças, o tempo que passam no projeto é muito bom e bem aproveitado. “Minha mãe ia trabalhar e eu ficava em casa com meu tio. Acabava passando o dia todo na rua. Por isso, minha mãe me matriculou na Associação. Aqui é bem mais legal”, diz João.

Este ano, a entidade vai abrir uma turma experimental, formada por jovens com mais de 15 anos para oficinas profissionalizantes. No início, será um grupo pequeno, com atividades no máximo três vezes por semana. A intenção é, com o passar do tempo, ampliar esse tipo de atendimento e disponibilizar mais cursos para jovens e adultos, contribuindo, assim, para a geração de renda da comunidade.

Para apoiar:
A Associação busca parceria junto a estabelecimentos comerciais que permitam a instalação de urnas para o recolhimento da Nota Fiscal Paulista. Além disso, procura pessoas que se sensibilizem para a destinação do Imposto de Renda.

Associação Obreiros do Bem
Rua Gui Saad Salomão, 880, Parque Ribeirão Preto
Tel.: (16) 3919.0723
www.obreirosdobemrp.org.br
E-mail: [email protected]

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