Efeito borda

Efeito borda

Manejo intenso nas extremidades do pomar cítrico reduz índices de infestação por greening, aumentando o controle do inseto e da doença

Segundo uma pesquisa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), 80% das plantas infectadas por greening (Huanglongbing/HLB) estão nos primeiros 150 metros a partir da divisa da fazenda, ou seja, na borda do pomar. Ainda de acordo com o estudo, a progressão acontece da seguinte forma: 50% dos insetos são encontrados nos 50 metros iniciais dos talhões. O número sobe para 70% nos 75 metros e para 80% nos 100 metros a partir da beira do talhão.

O chamado “efeito de borda” ocorre porque o inseto vetor da doença, o psilídeo, tem caráter migratório e está sempre em busca de novas brotações. Quando voa de um pomar para outro, aterrissa nas primeiras plantas de citros que encontra. “Isso facilita o controle mais rigoroso do inseto nessa área, o que impede sua disseminação para a parte central da fazenda”, explica o pesquisador do Fundecitrus, Renato Beozzo Bassanezi.

O especialista recomenda aos produtores que apliquem inseticidas nos primeiros 100 metros da propriedade a cada semana, além de aumentar a densidade de plantio nas bordas e replantar frequentemente, não deixando espaços vazios. São justamente essas falhas que favorecem a penetração do psilídeo para o interior do pomar e, consequentemente, o alastramento da doença. “É preciso evitar o plantio de talhões retangulares ou estreitos, pois têm área maior de borda do que as áreas quadradas do mesmo terreno”, orienta Renato. 

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