Eficiência energética

Eficiência energética

Confira uma pequena relação de medidas básicas que podem fazer toda a diferença na hora de economizar energia

Muitas pessoas podem não estabelecer uma relação direta com o próprio cotidiano, mas o alto consumo de energia elétrica tem sim um alto impacto no meio ambiente. Isto porque o Brasil, país que possui potencial hídrico, utiliza, predominantemente, a força das águas para movimentar turbinas que, através de um sistema, são capazes de gerar energia e, assim, produzir eletricidade. Para que esse processo aconteça, é necessária a instalação de grandes usinas que representam a interferência humana na natureza. A obra, o funcionamento e a manutenção dos equipamentos de uma hidrelétrica causam alterações nas características do local, como a geração de resíduos, a inundação de extensas áreas de mata e a alteração do curso original do rio, prejudicando, assim, diversas espécies. Hoje em dia, para que um projeto como esse seja autorizado, é feito um rigoroso estudo analisando as possíveis consequências da nova construção.

Mesmo assim, o ideal seria buscar fontes alternativas e utilizar a capacidade já existente, sem a necessidade de expandir a rede. Nesse ponto, a população tem um papel fundamental: o de racionalizar o uso de energia. Porém, não é isso que está sendo constatado em Ribeirão Preto.

Segundo dados da CPFL, em 2011, a cidade consumiu 1.630 MWh. Esse volume corresponde a 19,1% do valor total contabilizado para toda a Região Nordeste, nas cidades atendidas pela CPFL Paulista, responsável pelo atendimento de 93 municípios do Estado de São Paulo, entre eles, Ribeirão Preto, Franca, São Carlos, Araraquara, Barretos, Jaboticabal e São Joaquim da Barra. “O número é alto. Franca, por exemplo, consumiu, no mesmo período, 657 MWh e São Carlos 812 MWh, sendo esses os municípios de maior consumo na região”, afirma Riberto José Barbanera, gerente regional de serviços de redes nordeste da CPFL.

Além da estatística já alta, há o registro de um aumento consolidado. De 2010 para 2011, a elevação foi de 5,2% e existe uma série de fatores que contribuem para isso. Segundo Riberto, o aumento do poder econômico é um deles. A estabilidade econômica permite que as pessoas comprem mais e usufruam constantemente dos eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. A aquisição desses produtos estimula o mercado, resultando na elevação do consumo por parte da indústria e do comércio, formando, assim, um ciclo.

No entanto, Ribeirão Preto destaca-se não somente pelo crescimento do consumo, mas, principalmente, pelo número de novas ligações realizadas na cidade —somente em abril, foram 1.180. Para se ter uma ideia, em São Carlos foram 670 novos clientes e em Franca, 410. Por estar diretamente relacionada ao assunto, a CPFL Energia sabe do seu papel de formador de opinião e  difunde o conceito de sustentabilidade. A instituição mantém o Programa de Eficiência Energética, através do qual promove diversas ações de esclarecimento para que a população pratique o uso racional de energia elétrica. “Com essas iniciativas, percebemos que o nível de entendimento dos clientes e das empresas tem evoluído”, finaliza Riberto.

Exemplo positivo
Ribeirão Preto possui iniciativas que servem de exemplo. É o caso do Stream Palace Hotel, que vem investindo em sustentabilidade, com destaque para a eficiência energética. Os quartos receberam um bloqueador ativado através do cartão-chave. “Se o hóspede entra, o sistema libera a energia. Se ele sai, a energia é automaticamente desligada. Assim, evitamos o desperdício”, aponta a diretora Ana Sarantopoulos. Já os eletroeletrônicos antigos foram trocados por modelos mais modernos, que consumem menos. Além disso, sensores de movimento nos corredores só ligam as luzes na presença de alguém. As placas de aquecimento solar ganharam uma bomba que extrai e armazena o calor da atmosfera, diminuindo a necessidade de aquecedores nos dias frios. Para completar, as lâmpadas do centro de eventos foram trocadas por LED. Por não gerar calor, a tecnologia também reduz o uso do ar condicionado. “Juntas, são medidas fazem a diferença. Conseguimos uma economia expressiva e ajudamos a preservar o meio ambiente”, conclui Ana.

Dicas

Existem várias medidas que colaboram para economizar energia. Muitas delas, inclusive, já são do conhecimento da população, mas nem sempre são colocadas em prática. Abaixo, uma pequena relação de medidas básicas que podem fazer toda a diferença.

• Utilizar chuveiro na posição verão sempre que possível – em Ribeirão Preto, isso pode ser adotado na maior parte do ano

• Investir em um aquecedor solar e manter o boiler desligado durante os dias de sol

• Desligar o ar condicionado sempre que a temperatura estiver agradável

• Evitar manter portas de geladeiras abertas por mais tempo que o necessário ou abrir e fechar toda hora

• Acumular grandes quantidades de roupas para passar — a energia elétrica gasta para manter o ferro quente é menor que aquela utilizada para aquecê-lo

• Manter luzes apagadas em ambientes que não estejam sendo utilizados

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