Eficiência energética

Eficiência energética

Etanol e biocombustíveis resultam em menor impacto sobre o clima do planeta

Considerado uma das melhores matrizes energéticas do mundo, o Brasil tem a possibilidade de aumentar sensivelmente a fatia de inclusão do etanol e de biocombustíveis no consumo energético nacional. Por outro lado, tem, ao mesmo tempo, o desafio de ser protagonista na construção de uma economia de baixa intensidade de carbono.

Proveniente de fontes renováveis, como cana de açúcar, grãos e sebo animal (no caso do biodiesel), a energia limpa foi um dos temas dos debates do III Workshop de Economia de Baixo Carbono da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP), da USP. O evento, realizado no dia 9 de outubro em Ribeirão Preto, teve grupos de discussões de diversos segmentos da indústria e da agropecuária.

Para o economista e professor da FEA, André Luis Squarize Chagas, entre os pontos importantes estão os programas de pesquisas realizados por institutos privados e nas universidades. Hoje, segundo ele, o etanol tem uma participação em torno de 7% na matriz energética do país, contra cerca de 30% geradas por usinas hidrelétricas. “Temos um potencial enorme para crescer, gerando energia limpa que reduza as emissões de gás carbono que gera o efeito estufa”, estima André.

Com os avanços das pesquisas, além do caule, as folhas da cana ou de qualquer outra planta poderiam contribuir para a geração de biomassa, fonte para a fabricação do etanol celulósico, também conhecido como de segunda geração. A tecnologia, segundo estimativa do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), elevaria a produtividade do etanol em até 30%, ou dez mil litros de álcool por hectare de cana plantada, contra os atuais sete mil. “Temos promessas promissoras na agricultura de um modo geral, mas é preciso ter planejamento e regulamentação para que não haja problemas futuros, como um possível desabastecimento de qualquer tipo de alimento”, alerta André.

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