Eles fazem história

Eles fazem história

Mais do que aromas, texturas e sabores, os vinhos carregam traços em sua história que os tornam ícones da gastronomia

“O vinho é a segunda bebida alcoólica mais consumida, perdendo apenas para a cerveja”, frisa Marco AntônioInúmeros vinhos ficaram registrados na história da gastronomia. Isso acontece porque, geralmente, a bebida está vinculada a uma ocasião especial. No entanto, essa não é a única razão que torna o rótulo importante: sua história começa bem antes do momento de consumir. Segundo estudiosos, a bebida já escrevia os primeiros capítulos desse enredo no período pré-histórico. Depois passaram a ser devidamente registrados com o surgimento da escrita. 

Chamado, posteriormente, pelos gregos de “bebida dos deuses”, o vinho sempre causou certo fascínio. Não raramente associado a princípios afrodisíacos, foi se tornando, naturalmente, a bebida ideal para o romance, tornando-se pedido obrigatório entre os casais. Também visto como bebida sagrada, representa, nas celebrações cristãs, o sangue de Jesus. “Com o progresso do consumo do vinho pelas civilizações e o avanço nas vendas, o vinho passa a ser amplamente divulgado e, rapidamente, torna-se uma bebida muito consumida, deixando de estar presente apenas na alta sociedade para conquistar, também, festas e outros eventos”, conta o sommelier Marco Antônio Tegano, do Museu da Gula. Atualmente, o vinho é a segunda bebida alcoólica mais consumida no mundo, perdendo apenas para a cerveja.

A revolução industrial permitiu o surgimento de maquinários capazes de aumentar a produção do vinho. De acordo com o sommelier, todo o processo de cultivo, produção e comercialização da bebida continua em plena evolução. “O vinho, assim como a gastronomia, evolui conforme o desenvolvimento da humanidade. A harmonização entre pratos mais elaborados e bebidas tem sido motivo de debates, investigações e estudos dos amantes das artes gastronômicas”, pontua. 

Vale a pena

El Ciprés Malbec
com vermelho rubi intenso, esse vinho apresenta notas de ameixa e framboesa, taninos doces e final de boca prolongado. 

Renacer Punto Final
caracteriza-se pelo delicado equilíbrio entre notas de frutas vermelha e aromas de tostado.

The Apple Doesn´t Fall Far From The Tree
um vinho para ser comparado aos grandes rosés provençais, tem cor, estilo e frescor.



Confraria

“Sempre gostei de fazer viagens para conhecer vinícolas no exterior, entendendo, assim, a procedência e a história dos rótulos. Então, o interessante é tomar o vinho e degustar na fonte, descobrir a história desse vinho, de onde vêm as uvas, como ele é feito, enfim, conhecer o processo. Os rótulos de origem chilena e argentina são muito bons, assim como os uruguaios. No Brasil, pela proximidade com os países da América do Sul, podemos nos aventurar nas vinícolas desses países. Há uma grande varidedade de opções que, inclusive, são reconhecidas mundialmente. A riqueza do vinho está em degustar e também em aprender sobre a história da safra e a origem do vinho. Gosto da mitologia por trás de uma taça de vinho. Particularmente, a minha preferência é o Malbec argentino, de Mendoza, que harmoniza bem com uma saborosa carne vermelha.” Francisco Wohnrath, tenente da Polícia Militar.

Francisco Wohnrath

Vinhos que valem ouro

Cheios de história, esses quatro rótulos, ainda hoje, fazem grande sucesso.

1-Ne Oublie, 1882
Vinho do Porto do final do século XIX, é considerado um produto de luxo repleto de história, sabor e sofisticação.

2-Marques de Riscal, 1895
O vinho riojano conquistou o diploma de honra e se tornou o primeiro não fabricado na França a receber um prêmio em Bordeaux.

3-Opus One, 1979
O primeiro vinho premium dos EUA levava uma mistura de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

4-Perrier-Jouët, 1856
Os produtores de Champagne foram os primeiros a produzir um espumante Brut que é uma bebida mais “seca”.



 

Compartilhar: