Empresários estão mais confiantes

Empresários estão mais confiantes

Inflação menor e inadimplência em queda aumentam expectativa

Os empresários de Ribeirão Preto estão apostando em um final de ano melhor, com crescimento de vendas e faturamento. Pesquisa do Índice de Expectativa dos Empresários (IEE), realizada pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) chegou a 72,8% em setembro, contra 65,9% registrado em junho. A pesquisa é trimestral. Na atual foram ouvidos 153 empresários.

Considerando-se resultados anteriores, o índice ainda não é tão alto, já que é o terceiro menor, superando apenas o trimestre fechado em junho deste ano (65,9%) e junho de 2009 (72%) quando foi feito o primeiro levantamento. O crescimento também se deu sobre o menor índice já encontrado. O maior ocorreu em junho de 2010, com 86,6%.

Para o economista Fred Guimarães, responsável pelo levantamento, mesmo tendo ocorrido sobre uma base considerada pequena, o crescimento é um alento e demonstra que o último trimestre do ano será melhor que os anteriores.

“É uma recuperação importante, porque reflete a melhoria de vários indicadores, como queda de inflação e aumento do mercado de trabalho”, diz o economista.  Outros fatores apontados foram a queda da inadimplência e a abertura de novas empresas. NO trimestre, Ribeirão Preto ganhou 2.813 novos negócios.

“Tivemos também um saldo de 3.353 novas vagas no mercado de trabalho, principalmente nos setores de comércio e serviços, que têm recuperação mais rápida que o industrial. E esse clima de otimismo vai além da pesquisa. A cada dia que passa a gente percebe o crescimento”, aponta.

Faturamento e empregos

Quanto ao faturamento, a expectativa é maior nas médias empresas. Nestas, a previsão de aumento do faturamento é de 73,3% nos próximos seis meses. Entre os pequenos o percentual chega a 67,9%, enquanto 61,3% dos grandes empresários esperam ampliar a receita.

Na pesquisa de setembro, 32,6% dos empresários consideraram que daqui a seis meses aumentarão o número de funcionários, contra 24% em junho deste ano e 29,4% em setembro do ano passado. A possibilidade de redução do quadro de pessoal foi apontada por apenas 1,8% dos entrevistados, quando em junho deste ano o número foi de 5,8%.

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