Energia renovável
Com ciclo médio de cultivo de 120 dias, híbridos de sorgo biomassa se tornam opção viável na matriz energética do Brasil pela tolerância ao calor e à seca
Com objetivo de diversificar a matéria-prima para geração de bioenergia, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresentam três opções de híbridos de sorgo biomassa, duas variedades de Palo Alto, criadas pela NexSteppe para biocombustão, e uma da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os híbridos foram demonstrados durante o Workshop Agroenergia, realizado nos dias 29 e 30 de maio, em Ribeirão Preto, como opção viável para a região, principalmente nos períodos de entressafra. Denizart Bolonhezi, pesquisador do IAC, explica que o ciclo de cultivo mais curto — com duração de, em média, 120 dias —, pode transformar o sorgo biomassa em um modelo energético viável para o mercado, que já trabalha com a cogeração de energia proveniente da queima de biomassa de cana.
Pesquisadores da Embrapa apontam que cada tonelada de matéria seca de sorgo produz um megawatt de energia. Assim, a rentabilidade do produtor pode ultrapassar R$ 4 milhões. Tatiana Gonsalves, diretora comercial da Nexsteppe América do Sul, observa que a biomassa pode desempenhar um papel significativo no atendimento da demanda de energia brasileira, que cresce cerca de 5% ao ano.