Energias equilibradas

Energias equilibradas

A massagem dá ao corpo maior flexibilidade com o alongamento da musculatura e mobilidade nas articulações

A maioria das pessoas do século XXI vive um cotidiano agitado, com pouco tempo para os afazeres profissionais e com menos tempo ainda para cuidar da saúde. Frente a essa batalha do dia a dia o corpo humano pede ajuda.

Problemas físicos e emocionais, dores musculares, estresse, alergias, fadiga, depressão, tabagismo e até dependência química são alguns fatores consequentes da correria do mundo. Para isso, muitos especialistas aconselham tratamentos que extinguem tais distúrbios que o corpo acumula, e um desses tratamentos — e dentre os mais requisitados — está o toque das mãos, ou simplesmente, a denominada massagem.

Uma das técnicas mais contemporâneas de massagem, a ioga massagem ayurvédica, foi desenvolvida na Índia pela mestra Kussum Modak, que obteve resultados surpreendentes após 20 anos de prática. Essa técnica de massagem faz parte do sistema indiano de saúde denominado Medicina Ayurvédica, onde “ayu” significa vida e “veda” significa conhecimento ou ciência.

Segundo Elaine Cristina Gomes, formada em Terapias Ayurvédicas e Ioga Massagem Ayurvédica na Índia, esta é uma das mais completas técnicas de massagem existente, atuante nos níveis físico, emocional e espiritual. “A ioga massagem ayurvédica ajuda a modelar o corpo auxiliando a drenagem linfática, realinha toda a estrutura ósseo-muscular, alivia as tensões (mesmo as consideradas crônicas), fortalece o sistema imunológico, desintoxica o organismo e tem efeito antiestresse e antidepressivo”, explica a terapeuta, que há seis anos trabalha com essa técnica. Além disso, a massagem dá ao corpo maior flexibilidade com o alongamento da musculatura e mobilidade nas articulações, a pele fica mais vitalizada e mais jovem.

Elaine ainda afirma que além da atuar no campo emocional do indivíduo, liberando e “limpando” emoções bloqueadas em alguma fase da vida, a ioga massagem ayurvédica auxilia também no campo energético/espiritual, onde esse mesmo auxílio alinha e reativa os centros de energia do organismo (chakras), desbloqueando o fluxo da energia vital.

Com o passar do tempo, muitas pessoas não foram acostumadas a expressar suas emoções e desejos de forma adequada, e essas mesmas emoções e desejos ficam armazenados no corpo, criando bloqueios energéticos que mais tarde se manifestarão como algum distúrbio físico. “Através do toque e da reorganização do fluxo energético no organismo, a massagem libera e cura estes bloqueios e possibilita uma vida mais harmoniosa e feliz, mesmo para enfrentar situações futuras com mais consciência e tranquilidade”, relata Elaine.

A ioga massagem ayurvédica é uma prática individualizada, levando em consideração as características e os desequilíbrios de cada paciente. A professora de ioga e terapeuta Carmen Jensen Ehrhardt conta que o programa de tratamento é montado conforme a tipologia do paciente, ou seja, para esta técnica indiana de massagem, deve-se levar em conta o estado físico, emocional e espiritual do indivíduo, encontrando assim a sua constituição biológica.

Durante uma sessão de ioga massagem ayurvédica, o paciente é massageado com óleos quentes e puros, pois o material é composto, segundo Carmen, de micro partículas que metam nutrir não somente a pele, mas todo o corpo. “Este material pode variar conforme a tipologia do paciente quando o trabalho é feito a nível terapêutico, ou então, o terapeuta pode usar apenas um óleo neutro para todos os tipos”, afirma Carmen.

A empresária Gisele Portioli faz ioga massagem ayurvédica há um ano e meio e conta que decidiu iniciar o tratamento devido a um problema de saúde. Segundo ela, a massagem indiana ajuda a manter o equilíbrio emocional, além de proporcionar relaxamento para o estresse do dia a dia. “Essa técnica é recomendável a todas as pessoas que tem um cotidiano estressante e que acreditam numa energia positiva para se equilibrar e se manter no bem-estar”, recomenda.

Revide On-line (colaborador: Fernando Belezine)
Fotos: Ibraim Leão

*matéria publicada em 11/03/2011

Compartilhar: