Espaços verdes urbanos

Espaços verdes urbanos

Praças e parques são essenciais para Ribeirão Preto e, em especial, para a população

Em uma cidade como Ribeirão Preto, é comum ver asfalto e concreto por todos os lados. A ocupação acelerada dos terrenos altera a paisagem do município. Nesse contexto cheio de cinza, um pouco de verde faz a diferença. Praças e parques são essenciais para a cidade e, em especial, para a população. Essas áreas contribuem para estabilizar o clima, amenizando a temperatura, além de ajudar a manter a qualidade do ar. Fora isso, proporcionam bem-estar ao ser humano, sendo o cenário perfeito  para a prática esportiva e para momentos de descanso.

A cidade possui 234 praças urbanizadas, que contam com estrutura de passeios internos, iluminação ornamental, gramados, arborização, bancos e lixeiras. Entre elas, estão a Praça XV de Novembro, onde fica o Theatro Pedro II, a Praça da Bandeira, onde está localizada a Catedral, e a Praça Aureliano de Gusmão, mais conhecida como Sete de Setembro. Quanto aos parques, são sete: Tom Jobim, Luis Carlos Raya, Luís Roberto Jábali (Curupira), Roberto de Melo Genaro, Maurilio Biagi, Ângelo Rinaldi (Horto Municipal) e Morro do São Bento (Bosque e Zoológico). Para o engenheiro agrônomo Carlos Henrique Alonso Toldo, chefe da divisão de Praças e Parques Públicos da Coordenadoria de Limpeza Urbana, esse número é bom, mas pode ser ainda melhor. “Entendemos que quanto mais áreas verdes públicas, melhor. É uma opção de entretenimento saudável para a população”, afirma Carlos Henrique.

O público gosta desses locais e faz questão de utilizá-los, ainda mais com a instalação das academias ao ar livre. Nos finais de semana, parques como Maurilio Biagi, Raya e Jábali são frequentados por aproximadamente 2.500 pessoas. Porém, esses espaços precisam de infraestrutura bem elaborada e de manutenção constante para garantir a segurança e o conforto, além de continuar atraindo a atenção dos usuários. Os parques são mantidos pela Divisão de Praças e Parques Públicos. A limpeza, o corte do gramado e a capina da vegetação são realizados periodicamente. A manutenção dos mobiliários é feita pela Secretaria de Infraestrutura. Entretanto, de nada adianta esse trabalho se a população não colaborar. “Uma parcela de pessoas realiza deposições irregulares de lixos. Temos solicitado a participação de todos para combater essa ilegalidade através de denúncias. Também verificamos atos de vandalismo, a presença de andarilhos e o uso das praças para consumo de drogas. Problemas que a Guarda Civil Municipal e a Secretaria Municipal de Assistência Social buscam solucionar com o auxílio da Prefeitura”, finaliza o chefe da divisão.

Um caso de destaque

O projeto de transformar a Pedreira Santa Luzia em Parque Ecológico vem ganhando destaque na mídia. Rachel Fogaça está à frente dessa movimentação. Há 12 anos, ela mora perto da área destinada ao Parque e sempre ouviu que as obras seriam iniciadas. “Aguardei, mas nada acontecia. Em 2009, comecei a encaminhar ofícios e a fazer telefonemas para descobrir mais sobre o assunto. O projeto assinado em 2004 previa sua conclusão no final de 2006, mas foi engavetado. Em 2010, fiz um abaixo-assinado pedindo a implantação do Parque”, lembra. Um dos motivos do atraso, segundo Rachel, pode ser o terreno, que tem como proprietários a USP, a Prefeitura e particulares, juntamente com o custo elevado.

Rachel notou que os esforços não estavam mudando a situação e investiu em uma nova estratégia. Com o auxílio dos moradores da Vila Tibério, organizou eventos, como piquiniques, missas campais e apresentações musicais. O local recebe, ainda, aulas de Tai-Chi e Karatê. “Utilizamos bem a área, o que despertou o interesse da imprensa. Agora, percebo que caminhamos para a valorização dessa área verde, mas ainda precisamos da ajuda de todos, tanto em recursos como em mão de obra. Administradores inteligentes não negam isso à população. O retorno vem em qualidade de vida, prevenção de doenças e promoção de saúde”, conclui Rachel.

Parceria com a iniciativa privada
Alguns espaços arborizados, desenvolvidos com projetos paisagísticos, só existem por causa da parceria entre os setores público e privado. O Programa Verde Cidade, criado em 1998, prevê a colaboração de empresas de variados ramos para conservação e manutenção de jardins de praças e canteiros de áreas públicas a céu aberto. A Habiarte é uma das parceiras, sendo responsável atualmente pela manutenção de quatro áreas verdes na cidade. Uma delas fica na Praça Dr. André Rivalta de Barros. “A Habiarte acredita na importância da responsabilidade social e ambiental das empresas e, por isso, investe nestas áreas como forma de proporcionar melhor qualidade de vida para a população”, explica a gerente da marketing da Habiarte, Maria Luiza de Andrade Barros Leme, desejando que mais empresas adotem essa causa.

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