Estacionamento de risco
Na marginal Presidente Castelo Branco, em Ribeirão Preto, motoristas desrespeitam leis de trânsito e causam riscos de acidentes por não encontrarem lugar para estacionar
A Avenida Presidente Castelo Branco registra alto fluxo de veículos na zona leste de Ribeirão Preto, principalmente em função da grande quantidade de estabelecimentos comerciais e do acesso que a via oferece à Rodovia Abraão Assed.
A falta de infraestrutura para o estacionamento dos veículos que trafegam pela região, no entanto, incomoda motoristas, que incorrem em infrações de trânsito na busca por uma vaga de estacionamento.
Segundo Saulo Rodrigues, frentista de um posto de combustíveis, em razão da falta de vagas na região, várias infrações de trânsito são flagradas diariamente. “Já vi veículos grandes estacionarem bem na esquina da avenida, obrigando os motoristas que vêm pela Rua José Fazolim a fazerem curvas irregulares para ingressarem na marginal”, revela. “Quando não tem lugar na esquina do banco, eles chegam a parar até no estacionamento do posto, prejudicando o fluxo de clientes”, afirma.

Na Rua Mario de Souza, uma das vias que cruzam a Castelo Branco, também há estacionamentos inadequados e riscos de acidentes.
A vendedora Priscila de Oliveira, diz que presencia situações de perigo. “Nesse quarteirão, também há muitos estacionamentos inadequados. Os veículos que saem da Mario de Souza com sentido à Castelo Branco são obrigados a fazerem curvas bem abertas, invadindo a faixa contrária para desviar dos carros parados na borda da esquina. Ouço reclamações e buzinas frequentemente”, afirma.

A vendedora diz que a loja onde trabalha oferece um estacionamento para os clientes, porém são poucos os estabelecimentos que dispõem de um local adequado para a parada de veículos, o que torna o risco frequente.

Além do desrespeito ao limite de cinco metros da esquina, alguns veículos ficam parados até em faixas amarelas, o que caracterizam infrações média e leve, respectivamente.
Segundo Ricardo Paulo Ferracini, proprietário de uma lanchonete na região, a maioria dos clientes que vão ao seu estabelecimento, por ficarem pouco tempo no local, cometem infrações. “Muitos carros param na esquina, tanto da própria avenida, quanto nas ruas que cruzam com a marginal, impedindo a visão dos condutores que vêm nos dois sentidos”, afirma.
Outro lado
Questionada pela reportagem, a Prefeitura de Ribeirão Preto não informou nenhuma obra em planejamento para a implantação de estacionamentos ou área azul no local. Já em relação ao policiamento, a Transerp informou que a fiscalização é realizada por parte do efetivo dos atuais 31 agentes de trânsito, bem como por policiais militares designados, quando possível. Portanto, o controle da marginal é compartilhado com outras atuações, privilegiando aquelas de caráter prioritário.
