Etanol 2G
A GraalBio busca na região parceria com usinas interessadas em aumentar a produção com a nova tecnologia
Depois de Campinas e de Alagoas, a GraalBio quer estreitar parceria com usinas de primeira geração (1G) na região para ampliar a produção de etanol de segunda geração, ou 2G, como está sendo denominado. Por meio da nova tecnologia, a empresa produzirá etanol a partir da palha e do bagaço da cana-de-açúcar. A primeira planta de testes para a produção do combustível entrará em operação em oito meses.
Por meio do novo modelo associativo de negócios, Ricardo Réa, responsável por Novos Negócios da GraalBio, explica que a empresa pretende produzir um bilhão de litros até 2020. Para atingir a meta, precisa construir em torno de dez unidades com capacidade média de 100 milhões de litros. Dependendo do tamanho da usina e da disponibilidade de bagaço, o etanol 2G pode aumentar a produção da usina em até 47%, ao custo de US$ 0,40/litro, contra os mais de US$ 0,55/litro obtidos com o etanol 1G.
Atualmente, a empresa está construindo a primeira unidade, em parceria com o Grupo Carlos Lyra, de Alagoas, que será inaugurada em dezembro de 2013 e terá capacidade de 82 milhões de litros. Será a primeira usina de etanol 2G em escala comercial do Hemisfério Sul. Em paralelo, a empresa tem cinco Memorandos de Entendimento assinados com outras usinas, com as quais estuda a possibilidade de instalação de novas plantas de 2G.
Ricardo explica que o modelo de negócio da empresa prevê que cada unidade seja uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), instalada ao lado de uma usina 1G. Esta, por sua vez, fornecerá matéria-prima (palha e bagaço de cana-de-açúcar) e sinergias industriais (água tratada, tancagem de etanol, vapor, etc) e poderá escolher por receber esses valores em dinheiro ou aportar o valor dos contratos como cotas/ações nessa SPE. “Havendo interesse da usina na parceria, a GraalBio fará uma avaliação sem compromisso e sem custos”, aponta Ricardo.
Textos: Rose Rubini
Fotos: divulgação