Faculdades inovadoras
Foi-se o tempo em que escolher uma formação profissional se resumia a optar entre cinco ou seis alternativas
Foi-se o tempo em que escolher uma formação profissional se resumia a optar entre cinco ou seis alternativas, como as clássicas faculdades de Direito, Medicina e Engenharia. Hoje, em um mercado de trabalho globalizado e cada dia mais especializado, as instituições de Ensino Superior oferecem aos estudantes inúmeras possibilidades.
Entre os cursos que estão se consolidando, a Moda, formação oferecida pelo Centro Universitário Moura Lacerda, já conquistou os ribeirãopretanos. O curso forma anualmente profissionais aptos para as áreas de design, negócios e criação. De acordo com Leda Braga Ferraz, coordenadora de Moda da instituição, a profissão é bem recente e está em fase de profissionalização. “Já temos faculdades de Moda espalhadas por todo o país, não apenas no eixo Rio-São Paulo. O curso do Moura Lacerda existe desde 1998 e vem ganhando qualidade a cada ano, com professores de excelência acadêmica e experiência de mercado”, explica Leda.
Trata-se de uma área em expansão que permite atuação em diversos segmentos. “Até pouco tempo, os formandos em moda tinham apenas a carreira de estilista como meta. Hoje, fica mais claro que o curso de Moda abre um amplo leque de opções de trabalho, como figurinista de cinema, teatro e TV, modelista, personal stylist, produtor de moda, além de negócios como gerência ou administração de empresas de moda, por exemplo”, complementa a coordenadora.
Atento às tendências e às necessidades do mercado, o Centro Universitário UniSEB-COC disponibilizará um novo curso em breve, a Engenharia Biomédica, que formará profissionais aptos para atuar em diversas áreas médicas, como na fabricação de próteses, no desenvolvimento de equipamentos de radiodiagnóstico por imagem e no desenvolvimento de sensores diagnósticos. “O Brasil não tem muitos profissionais capacitados para especificamente em Engenharia Biomédica para suprir o mercado. Com certeza, este é um setor aquecido que necessita de mão de obra qualificada com urgência”, complementa Reginaldo Arthus, vice-reitor da UniSEB-COC.
No curso, os alunos terão aulas de anatomia, fisiologia, procedimentos ambulatoriais, cálculo, projeto, computação, física, entre outras disciplinas características dos cursos de Engenharia. A profissão mescla esses conceitos a conhecimentos característicos da Medicina, da Fisioterapia, da Biomedicina, entre outras áreas da saúde.
Deixar de lado carreiras clássicas para se aventurar em novas profissões tem dado resultado. O recente curso de Jogos Digitais, disponível no Centro Universitário Barão de Mauá, é uma prova disso. De acordo com Guilherme Vaz Torres, coordenador do curso, a formação é composta por cinco módulos: Fundamentos do Design, Fudamentos de Programação, Fundamentos de Jogos Digitais, Programação e Projeto e Desenvolvimento. “Todos os módulos possuem um diferencial que denominamos de Projeto Integrador, que objetiva colaborar para a interlocução dos conteúdos teóricos com a prática, propondo aos alunos problemas reais do mercado de trabalho, com desafios que estimulem o desenvolvimento da criatividade e de habilidades específicas”, complementa Guilherme, explicando que todos os alunos são desafiados a desenvolver um projeto.
Os novos profissionais dessa área podem trabalhar em empresas desenvolvedoras de jogos ou atuar em qualquer nível da produção de um jogo. Além disso, poderão ingressar em qualquer empresa de software com visualização 2D ou 3D, de criação de interfaces gráficas interativas e lúdicas, de criação de modelos e animações 2D e 3D, entre outras.
Outro curso que segue a necessidade do mercado é o curso superior de Tecnologia em Produção Sucroalcooleira, disponível na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp). Coordenado por Miriam Lourenço, visa a formação de profissionais para atuarem no setor sucroenergético. “Durante o curso, os alunos aprendem sobre plantio e colheita da cana-de-açúcar e todos os processos necessários para a composição do açúcar cristal, do etanol e da energia elétrica”, explica a profissional. Para isso, os estudantes têm aulas teóricas e práticas em laboratórios bem equipados, além de visitarem usinas pessoalmente.
De acordo com a coordenadora, o tecnólogo poderá trabalhar em usinas de açúcar e de etanol desempenhando funções nas diversas fases de produção, no controle de qualidade e no gerenciamento desses processos. “A base da economia da região de Ribeirão Preto está intimamente ligada ao setor sucroenergético. Com a necessidade de expansão da produção de etanol, novas usinas estão sendo montadas em outras regiões do país, possibilitando a ampliação da oferta de trabalho. Acredito que esta seja uma profissão em ascensão, pois se o Brasil quer continuar sendo o maior produtor de açúcar e de etanol do mundo, terá que contar com profissionais competentes”, conclui Miriam.