Famílias ajudam torcidas a crescer
Clássico Come-Fogo desta quarta-feira, recebe duas equipes embaladas na Copa Paulista

Famílias ajudam torcidas a crescer

Clássico Come-Fogo desta quarta-feira, recebe duas equipes embaladas na Copa Paulista

Esta quarta-feira, 20, é dia de Come-Fogo pela Copa Paulista, no estádio Santa Cruz, a partir das 20h. As duas equipes seguem embaladas na competição. O Comercial vem de duas vitórias seguidas, e o Botafogo segue invicto no torneio. Os treinadores pretendem usar a vitória como consolidação do futebol apresentado até agora.



O treinador do alvinegro, Tuca Guimarães (direita), aponta que o time está na melhor forma possível. Do lado do tricolor, Alexandre Ferreira (esquerda) aponta o jogo como momento de se consolidar.

E o Pantera, começou a venda dos bilhetes para a partida, que custam R$ 30,00, nesta terça-feira, 19. Quem for com a camisa do Botafogo paga meia-entrada (R$15,00). Há, no entanto, limite de torcedores.

Depois da indefinição de como deveria ser feita a segurança do jogo ter sido resolvida, com a contratação de seguranças particulares por parte do Botafogo, o clube também assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público, na segunda-feira,18, para ter liberada a entrada de torcedores dos dois lados.

E as torcidas, das duas equipes, depois de anos com resultados pouco satisfatórios, precisam de um empurrão para aumentar. E se esse empurrão for de alguém da família, como o pai, pode criar até um jogador profissional.

O autônomo Airton Galvan é filho do ex-goleiro comercialino na década de 1960, Antônio Galvan. E ele também foi jogador da equipe. Em 1983, foi zagueiro do time, mas antes, já havia passado pelas categorias de base.

Airton, que depois dessa experiência jogou por Bragantino e equipes de Minas Gerais e do Paraná, conta que essa passagem pelo time do coração foi um pouco traumática. “Por ser dos juvenis do Comercial, sentia falta de apoio dos dirigentes da época”, relembra. Ele também fala que se tornar atleta profissional, como o pai, foi uma construção, que ele investiu muito.

O primeiro Come-Fogo dele como profissional acabou em derrota. O Leão perdeu no Santa Cruz, com um gol do centroavante tricolor, Ronaldo. Mas nesta quarta-feira ele espera que o Comercial vença por 3 a 0.

Os filhos de Airton também são comercialinos, mas não seguiram o caminho dos outros homens da família. Ele explica que faltou nos dois filhos um pouco das características dele. “Eles não tinham muita aptidão para jogar. Eu era ousado. Talvez seja isso que me fez ser jogador”, explica.

Filho de dirigente

No lado do Botafogo não foi um atleta que nasceu, mas um torcedor fanático, o ponto de nos últimos seis anos não ter perdido nenhum jogo da equipe no Santa Cruz, além de colecionar viagens para acompanhar a equipe, seja em jogos pelo Paulistão ou até pela Série D do brasileirão.

Esse é o estudante Vinícius Fonseca, filho do diretor do Pantera, Augusto Fonseca. O garoto lembra que a primeira vez que o pai o levou no estádio para ver o time, ele tinha apenas quatro anos de idade.

Vinícius conta que a paixão da família dele pelo clube existe desde quando o pai, ainda criança foi morar na Vila Tibério, reduto botafoguense. “Eu também, quando era pequeno ia na casa dos meus avós lá na Vila, e virei torcedor”, diz. E emenda falando que todo clássico o seu time tem obrigação de ganhar.

Revide Online
Leonardo Santos (Colaborador)
Fotos: Arquivo pessoal e arquivo Revide

 

* Publicado em 20/08/2014

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