Feira dos jovens
Evento transformou-se em referência de cultura para os jovens, que participam ativamente de shows, oficinas e, principalmente, comprando livros
Não faltaram atrações destinadas aos estudantes durante a Feira do Livro de 2012, encerrrada no dia 3 de junho. E eles compareceram. Em sua 12ª edição, o evento transformou-se em referência de cultura para os jovens, que participam ativamente de shows, oficinas e, principalmente, comprando livros.
O estande dos Autores Locais, por exemplo, recebeu a pequena Giulia de Toledo Palumbo Valderrama para lançar seu primeiro livro, “10 anos – Dez Histórias”. Giulia começou a escrever aos oito, dois anos atrás, as histórias que compõem o livro. O principal incentivador da pequena é seu avô, Mário Palumbo. “Leio muito em casa desde pequeno. Escrever foi um passo natural. Reuni brincadeiras, histórias do meu dia a dia e coloquei no papel. Depois que já tinha uma boa quantidade de material, meu nono quis publicar”, conta a estudante.
Superorgulhoso, Mário Palumbo, que também é autor e já tem três obras publicadas, observa que as crianças aprendem com o exemplo. “Para escrever, o jovem tem que ler muito e a cultura é a maior herança que deixamos para nossos filhos e netos”, declara o avô, acreditando que a atitude da neta vai servir de exemplo para outras crianças.
O estudante Pedro Souza da Silva, de 9 anos, concorda que a leitura ajuda na escrita e acredita que a Feira do Livro é uma excelente forma de incentivar este hábito. Na companhia de professores ou de familiares, todo ano o pequeno leitor visita o evento. “Meus pais sempre leram comigo. Adoro os livros porque eles fazem a imaginação fluir. Em 2011, li mais de 40 livros, que retirei na biblioteca por conta própria”, recorda o estudante. A mãe, Vanessa, conta que a leitura é uma herança de família. “O estudante leitor é mais antenado, amplia seu vocabulário e não se limita a alguns assuntos”, explica.
Para incentivar a participação dos jovens, 79 mil alunos da rede estadual (57 mil de Ribeirão Preto e 22 mil da região), através de repasse do Governo do Estado, receberam R$ 18,00 para investir na compra de livros. As estudantes da rede municipal também receberam, através dos patrocinadores, R$ 360 mil para distribuir entre os alunos. Com o Cheque Livro e o Cheque Livrinho, respectivamente, os jovens tiveram autonomia para comprar livremente seus livros favoritos. A pedagoga do Colégio Marista, Paula Scarpa, salienta que esse hábito deve ser estimulado em parceria pela família e pela escola. “Eventos como a Feira são excelentes oportunidades para colocar os jovens em contato com a cultura, de forma gostosa. O Colégio Marista leva seus alunos ao evento anualmente e, em 2012, participou ativamente, inclusive, com o Teatro da escola”, destaca.
Assídua de várias edições da Feira, Thaisa Carolina de Paiva Souza, de 17 anos, adora passear pelos estandes para se atualizar sobre as novidades. “Além de preços atrativos, a Feira traz novidades de todos os segmentos, best sellers e muito mais. Vale a pena atentar-se para as editoras e para os shows, oficinas, peças teatrais, cafés filosóficos e muito mais. É uma experiência enriquecedora”, conclui a estudante.
Texto: Mariana Secaf
Fotos: Carolina Alves