Fipase quer tornar Ribeirão Preto ‘a Capital da Tecnologia’
Semana Supera do Empreendedorismo e Inovação reuniu representantes das empresas incubadas
Há uma intenção um tanto audaciosa que recentemente passou a ecoar pelos corredores do Supera – Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, inaugurado este ano. “Pretendemos transformar Ribeirão Preto na capital da tecnologia”, revela Adilton Carneiro, docente da Universidade de São Paulo (USP) campus Ribeirão Preto e diretor-presidente da Fundação Instituto Polo Avançado da Saúde (Fipase).
As palavras foram proferidas nesta quarta-feira, dia 23 de julho, durante a abertura da I Semana Supera do Empreendedorismo e Inovação – evento que celebra os 11 anos da Supera Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, ligada à Fipase.
Para que o desejo da "capital da tecnologia" se realize, Carneiro conta que a fundação está em busca de apoio para internacionalizar o Supera. “Os últimos meses foram incessantes. De uma rotina de viagens internacionais. Conhecendo os lugares onde nasceram a Google, a Microsoft e o nosso parque não deixa a desejar”, salientou o diretor.
Jovens inovadores
Eduardo Alvarez (26 anos) criou, ao lado de mais dois sócios (Leonardo Zago e Haissan Molaib), aProradis – empresa voltada para a medicina diagnóstica que atua na área de radiologia. A empresa, uma das primeiras a se alojar no Supera Parque, já possui - entre sócios, funcionários e bolsistas – 14 pessoas atuando em Ribeirão Preto e em São Paulo.
“Trabalhamos com a comunicação em equipamentos, tomografias, emissão de laudo à distância, tele radiologia e sistema de gestão para centros de diagnósticos, pois, nós acreditamos que você só consegue ter sucesso nos negócios no momento em que é possível gerir de maneira correta”, explica Alvarez.
Atendendo em diversas regiões do país, a empresa de Eduardo foi selecionada pela StartUp Brasil – iniciativa que investe em projetos de inovação. “Estamos sendo acelerados pela Wayra – um braço de investimento em StartUp do grupo Telefônica”, comemora o empreendedor formado em Informática Biomédica pela USP-RP e que acredita que o setor seja um campo fértil, ainda em desenvolvimento. “Um oceano a ser explorado”, compara.
Saulo Rodrigues, gerente da Incubadora, comemora o sucesso das empresas residentes do Parque. "Muitas começaram com um único projeto, amparadas naquilo que elas já conheciam e o que temos visto cada vez mais, e isso é bom, é o amadurecimento destas empresas. Que estão propondo cada vez mais novos produtos e serviços", conclui
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Bruno Silva
Fotos: Carolina Alves
* Publicado em 24/07/2014