Fomentador cultural

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O Mapa Cultural Paulista contemplará os finalistas com apresentações em São Paulo

Criado há 16 anos pela Secretaria da Cultura de São Paulo, o Mapa Cultural Paulista tem o objetivo de fomentar as produções culturais do interior paulista e está agora nas eliminatórias regionais. garatindo uma vaga para a fase estadual, que será realizada no ano de 2012, onde os promotores de cultura se apresentarão na cidade de São Paulo com todas as despesas pagas. 

O projeto revela valores em segmentos que teriam pouco acesso aos meios de comunicação ou com pouca visibilidade no meio cultural. Chris Carolo, chefe de divisão do departamento de atividades culturais da Secretaria Municipal de Cultura de Ribeirão Preto cita os três representantes ribeiraopretanos presentes nas eliminatórias de âmbito regional.

Na categoria Canto Coral, o Coral Da Usp Ribeirão, apresentará o espetáculo Madrigal Revivie. A categoria Artes visuais terá a participação dos fotógrafos João Rossato, Lu Degobbi, Guilherme Piga e por último, na categoria Teatro, o grupo TPC (Teatro Popular de Comédia), que apresentará a peça “O despertar da primavera”, sob a direção de Alcimar Santos.

 “As apresentações teatrais para a etapa regional aconteceram na cidade de Pontal no Salão Paroquial da cidade. As outras apresentações, na categoria Artes Visuais aconteceram em Batatais no dia 22 de Outubro às 17 horas no ACE (Associação Comercial e Industrial de Batatais) e Canto Coral será realizado na cidade de Franca no dia 8 de Novembro às 20 horas no Teatro Municipal da cidade” conta a chefe de divisão. 

Os vencedores dessa etapa regional participarão da próxima fase em São Paulo, que corresponde a fase estadual. “As datas serão definidas posteriormente. Mas, nessa última etapa, os artistas vencedores poderão escolher três cidades do estado para se apresentarem, com todas as despesas pagas e com cachê garantido” explica Chris.

Para Alcimar Santos, diretor da peça “O despertar da primavera”, o importante é, sempre, avançar para a fase final, pois só assim terão maior visibilidade. “O Mapa Cultural pode, ou não, nos abrir várias portas. Vai depender de quão longe conseguiremos chegar. Pois o mais importante para o TPC é a divulgação do nosso trabalho, a troca de conteúdo e o intercâmbio entre os grupos de outras cidades do interior. A cada fase eliminatória que conseguimos passar aumenta ainda mais a nossa visibilidade” diz Alcimar.

Noir Jaime Evangelista, diretor do TPC, acredita no poder que o projeto Mapa Cultural tem e ressalta a eficácia na abrangência do público e a divulgação massiva de muitos trabalhos.  O diretor conta que a escola TPC teve uma uma boa projeção em 2004 graças a esse projeto. Naquele ano eles projetaram o teatro ribeiraopretano para o Estado de São Paulo com a peça “O Alto da Compadecida”.

No entando, Noir sente que a divulgação do projeto, por parte dos gestores do Mapa Cultural, tenha perdido as forças de 2004 pra cá. “Desde aquele ano não ouvimos mais nada sobre o Mapa. Precisamos retomá-lo como um incentivador da cultura. Na edição de 2011 a cidade de Ribeirão Preto só será representada na categoria Teatro pois corremos atrás da Secretaria. O Mapa Cultural precisa ser melhor divulgado e mais respeitado também. A gestão do programa, que fica em São Paulo, deveria incrementar mais esse projeto e incentivar ainda as prefeituras. Afinal, ao meu ver, o Mapa Cultural significa mapear as atividades culturais do Estado” ressalta Noir. 

Os três representantes ribeirãopretanos na categoria Artes Visuais fazem parte do Amigos da Fotografia. João Rossato, Guilherme Piga e Lu Degobbi passaram para a fase regional e apresentaram os seus trabalhos na ACE de Batatais. Para a fotógrafa Lu Degobbi o projeto significa ter o reconhecimento público da qualidade do trabalho realizado por ela junto ao Grupo Amigos da Fotografia.

Lu participou dos três últimos eventos e acredita que o importante mesmo seja participar, concorrer e ser premiada é uma consequência. “Independentemente dos resultados, teremos a satisfação de ver nossas fotos ao lado do trabalho de outros fotógrafos de nossa região. E acredito que qualquer evento ou projeto que permita ao artista mostrar seu trabalho, concorrendo ou não, serve de combustível para novas produções e novos desafios” conta a fotógrafa.

João Rossato procura participar sempre do Mapa Cultural e, para ele, a premiação oferecida é o maior estímulo. E, sobre a escolha dos trabalhos enviados ao Mapa, eles procuram escolher as fotos que ainda não foram divulgadas pela mídia. “O Mapa Cultural é um programa que visa descobrir talentos dentro do Estado em áreas específicas. Ser contemplado para uma nova fase é sempre bom e cria uma expectativa de prosseguir dentro do programa” explica Rossato.

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Texto: Bruno Silva (colaborador)
Fotos: João Rossato e Arquivo pessoal

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