Frescor português

Frescor português

Conhecidos pela leveza, vinhos verdes são produzidos em região demarcada do Norte de Portugal

Desde 1908, a “Região Demarcada dos Vinhos Verdes”, que vai das margens do Rio Minho até o Rio Douro, em Portugal, é a única que produz vinhos que podem ser chamados assim. As bebidas, conhecidas pelo alto frescor, levam esse nome em razão das paisagens exuberantes que estampam a região, compostas por campinas verdes. A produção compreende todos os tipos da bebida, dos vinhos tintos aos espumantes. Além disso, são bebidas ideais para serem consumidas ainda jovens, sem tempo de maturação.

A sommelière da escola Vinatrois, Juliana Marsola, explica que a primeira dica para entender as características de qualquer vinho é conhecer a região em que ele é produzido. “Os vinhos verdes vêm da província do Norte de Portugal, o Minho. O Minho é o rio que demarca a fronteira ao Norte entre Portugal e a Galícia, na Espanha”, diz. Ela avalia, entre as castas de uvas mais usadas para a produção dos vinhos verdes, a que se destaca. “A mais famosa é a Alvarinho, mas a maioria dos Vinhos Verdes branco é feita com um blend de uvas, que normalmente inclui Azal, Loureiro, Trajadura, Avesso e Arinto. A exceção é de alguns vinhos feitos somente com a uva Alvarinho, chamados de vinhos varietais, que vêm crescendo nas sub-regiões Monção e Melgaço”, analisa Juliana. 

Os vinhos verdes brancos trazem o maior frescor entre a carta de vinhos da região, com aromas frutados e florais. Os rosados oferecem notas de frutas vermelhas e são mais persistentes que os rosés de outras regiões. Já os tintos têm acidez marcante e frescor intenso, além disso, vão muito bem com harmonizações. Os espumantes mantêm o frescor característico dos vinhos verdes. 

Os melhores do Minho 

Entre os melhores vinhos verdes, Juliana Marsola faz uma seleção. “Gosto de explorar as referências mundiais e, nesse tema, uso a do único brasileiro Master of Wine, Dirceu Vianna Júnior”, explica a sommelière.

1. Soalheiro, branco, Vinusoalleirus.
2. Muros Antigos Escolha, branco, Anselmo Mendes.
3. Muros de Melgaço, branco, Anselmo Mendes.
4. Ciconia, branco, Casa Alexandre Relvas.
5. Levity, branco e rosé, Vinícola Vila Nova.

Para experimentar

As indicações da sommelière são de fácil acesso na região de Ribeirão Preto. “Minha dica é escolher safras novas. Esses vinhos são indicados para consumir logo, quanto mais cedo, mais frescos. O limite de guarda para os vinhos mais simples é de três anos”, afirma Juliana.

1-Vale da Ucha
Elaborado pela pequena vinícola Vale da Ucha, o vinho tinto apresenta equilíbrio e sedosidade.

2-Pessoa Terroir
Produzido com as principais castas do Douro, o vinho tem aroma de frutas vermelhas e especiarias.

3-Muralhas de Monção
Feito com uvas Alvarinho e Trajadura, tem aroma cítrico, de pêssego, abacaxi, e toques florais, além de final agradável. 


 

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