Gestão para empresas
O Núcleo prestará consultoria a um preço acessível, através de parcerias entre a universidade e as empresas de pequeno e médio porte
O Núcleo de Gestão empresarial (NGE), do Centro Universitário Moura Lacerda será, como o próprio slogan diz, “um laboratório à disposição das empresas”. Ele foi criado pelo coordenador do curso de engenharia de produção do Moura Lacerda, Prof. José Aurélio Resende, para prestar consultorias e assessorias nas diversas áreas da gestão empresarial: Produção, Contabilidade, Finanças e Administração em Geral, podendo se expandir para agronomia, veterinária, construção civil, etc.
Segundo Resende, a ideia da montagem do núcleo surgiu de duas necessidades distintas: a dos alunos terem contato com o mundo real das empresas, aplicando as ferramentas e técnicas estudadas na sala de aula e, por parte das empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, a necessidade de terem à disposição um serviço de consultoria e assessoria empresarial sem ter que desembolsar os altos valores que esse tipo de contratação demanda. Há duas formas das empresas participarem e utilizarem os serviços do núcleo: uma como parceiras outra como consumidoras dos serviços ofertados.
“As empresas parceiras terão uma parcela de responsabilidade com o núcleo um pouco maior. Através da parceria, elas abrirão suas instalações para visitas técnicas para nossos alunos e professores, para que possam conhecer melhor o ambiente real daquilo que estão estudando em sala de aula”. Por outro lado, diz Resende, o núcleo dará prioridade aos projetos dessas empresas, e cobrará delas valores menores que aqueles cobrados das empresas não parceiras. “Além disso, as empresas parceiras poderão se utilizar das instalações do núcleo para capacitarem seus profissionais ou mesmo para ministrar cursos internos, caso não tenham instalações próprias adequadas”, explica.
O coordenador acredita ser inviável, financeiramente, para as empresas de pequeno e médio porte contratar uma empresa de consultoria para auxiliá-las. “As empresas de grande porte, sempre que necessitam realizar mudanças em seu ambiente de trabalho, desenvolver ou utilizar ferramentas para resolução de problemas técnicos, contratam empresas de consultoria especializadas. Contudo, essas consultorias cobram valores relativamente altos por esse trabalho, o que inviabiliza esta contratação por parte das pequenas e médias empresas”, avalia.
Resende ressalta, ainda, que o Núcleo de Gestão Empresarial cobrará valores bem menores por trabalhos similares. “A diferença é que, por meio do núcleo, o trabalho a ser realizado demandará uma participação mais efetiva das empresas, uma vez que são os alunos, assessorados por professores, é que desenvolverão tais trabalhos”, completa.
Inicialmente, sete alunos e dois professores compõem o Núcleo, mas a tendência é que esse número aumente. “Os sete alunos que estão no Núcleo são os mais adiantados no curso. Em breve, devo agrupar mais uns 15 e é recomendável que os alunos se envolvam mais efetivamente a partir do 4º período, que é quando se inicia a parte específica do curso”, ressalta o coordenador.
O Núcleo já iniciou as suas atividades, nesse semestre serão promovidos uma capacitação interna e alguns cursos para a comunidade. “O Núcleo está sendo estruturado e no 2º semestre abriremos efetivamente para trabalhos de assessorias e consultorias, sendo que a escolha das empresas não será feita pelo núcleo, mas pelas necessidades geradas e percebidas na comunidade empresarial. Geralmente são os alunos, professores, amigos ou pessoas que têm algum relacionamento com a comunidade acadêmica que trazem as necessidades para o núcleo”, fianliza Resende.
Revide On-line (colaborador: Bruno Silva)
Fotos: Ibraim Leão