Glamour solidário
Projeto 'Retalhos que aquecem' tem objetivo de confeccionar vestido e dividir em cobertores
Reunir Moda e meio ambiente pode resultar em uma ação simples, mas que tem imenso peso quanto à solidariedade. Esta é a intenção do projeto ‘Retalhos que aquecem’, criado em maio deste ano pelo estudante de Moda, Alfredo Mendes.
O projeto consiste em reunir retalhos e peças de roupas que seriam descartadas e confeccionar, uma a uma, na elaboração de um ‘mega vestido’. O produto final, no entanto, será dividido em vários cobertores para aquecer o maior número de pessoas possível.
Segundo o estudante de 22 anos, o foco principal não é apenas ajudar as pessoas durante os meses de frio, mas também passar a ideia de que a Moda pode ser solidária. “Uma de minhas intenções é mostrar que Moda não é somente roupa, como a maioria pensa, ela não é somente luxo, glamour, mas também é solidariedade”, pontuou.
Mendes explica que sempre pensou em encontrar uma forma de ajudar tanto as pessoas quanto o meio ambiente, e a observação em relação ao impacto ambiental causado pela Moda foi o estopim para que a iniciativa fosse tomada. Conversando com amigos e donos de confecções, Mendes chegou à conclusão de que poderia impedir que mais roupas fossem jogadas no lixo. “A partir daí pensei, por que não unir o útil ao agradável? E pronto, é isso, fazer um vestido que se transforme em cobertores”.
Três meses depois da criação do ‘Retalhos que aquecem’, o projeto já conta com várias peças de roupas, retalhos e uniformes. Mas não para por aí: é necessário um número maior de doações para que o ‘mega vestido’ ganhe vida, como manta acrílica, linhas para costura e tecido para forro – materiais mais difíceis de serem encontrados.
O criador do projeto, que teve apoio de familiares, amigos e corpo docente do curso de Moda, tem pretensão de finalizar o vestido antes mesmo do próximo inverno. “Dependo muito das doações e de voluntários para que isso aconteça, pois não é um projeto pessoal, e sim social”, explicou.
O projeto ‘Retalhos que aquecem’ precisa de materiais para a confecção do ‘mega vestido’, de tecidos e retalhos a roupas usadas e de todos os tamanhos. Quanto maior a confecção, maior o número de cobertores que serão doados à comunidade carente.
As doações podem ser feitas no campus do Centro Universitário Moura Lacerda. O projeto recruta também voluntários para auxiliar na construção do vestido. “No local serão desenvolvidos trabalhos envolvendo a construção do vestido, através de corte, costura dos retalhos e montagem”, finalizou o estudante.
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Texto: Fernando Belezine (Colaborador)
Fotos: Carolina Alves