Greve de servidores da saúde continua

Greve de servidores da saúde continua

Paralisação que começou no último dia 3 pode ser encerrada nesta terça-feira

Os servidores de nível técnico da rede municipal de saúde permanecerão em greve pelo menos até o início da noite desta terça-feira, dia 11, quando acontece uma assembleia para decidir os rumos do movimento. A decisão foi anunciada pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (SSM), Wagner Rodrigues.

O sindicalista, juntamente com diretores do sindicato e da comissão que discute a redução de jornada de trabalho estiveram reunidos por mais de uma hora os secretários Layr Luchesi Júnior (Casa Civil), Osvaldo Ceoldo (Governo) e Stênio Miranda (Saúde). O encontro teve a partcipação de sete vereadores.

Segundo Wagner Rodrigues, o sindicato apresentou na reunião uma escala em que é possível o cumprimento de 30 ou 32 horas semanais pelos funcionários técnicos da saúde sem que seja necessário contratar novos funcionários.

“Os servidores podem também trabalhar 32 horas e receber duas extras. É só a Prefeitura parar de pagar plantões de R$ 1,2 mil que o dinheiro dá pra pagar. O que falta é gestão”, criticou o sindicalista. Os estudos do sindicato serão detalhados em uma reunião com técnicos da Saúde, na manhã desta terça-feira.

Durante a reunião o Sindicato também se propôs a suspender a greve desde que a Prefeitura retire do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) um recurso à ação que determina o fim da greve. A Prefeitura tentou uma liminar em 1ª instância, não conseguiu e recorreu ao TJ.

Precisa contratar

Para o secretário Stênio Miranda não há como cumprir as 30 horas sem fazer novas contratações. “Quando reduzimos para 36 horas já não contratamos, fizemos adequações. Agora não há como reduzir sem contratar”, disse. Ele acredita que a rede precise de 240 a 260 novos técnicos para aplicar a redução de jornada.

Mesmo assim ele volta a se reunir com o sindicato para fazer uma revisão na escala de trabalho, para ver se é mesmo possível reduzir sem contratar. Sobre os plantões o secretário afirmou que não custam todos R$ 1,2 mil, como disse o sindicalista, mas cerca de R$ 1,1 mil o plantão de médico por 12 horas.  Os de enfermeiros custam R$ 650, de acordo com Stênio Miranda.

Quanto à retirada do recurso no TJ-SP, o secretário apontou que a Prefeitura não pode abrir mão de um recurso, por ser um órgão público e ser obrigado a recorrer ata última instância.

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Texto: Guto Silveira
Fotos: Divulgação/SSM 

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