Grupo tenta salvar a catedral
Na próxima semana será realizada uma vigilia em prol da catedral
Na próxima quinta-feira, dia 13 de novembro, às 20 horas, será realizada uma vigília de oração na Catedral Metropolitana de São Sebastião.
O culto, como anunciado em convite enviado à imprensa e fiéis, tem o intuito de “salvar a catedral” dos riscos apresentados pela implantação de terminais urbanos na Praça das Bandeiras, parte do conjunto Catedral de São Sebastião, formado pela Igreja e pelo Palácio Episcopal – todos tombados como patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
Há uma mobilização, organizada por integrantes do Fórum das Entidades de Ribeirão Preto (Ferp), desde a divulgação do Plano de Mobilidade Urbana – que prevê a construção de terminais no local – para que sejam realizados estudos que comprovem que a obra não comprometa ainda mais a estrutura da catedral. Pois, um estudo realizado pelo laboratório Falcão Bauer constatou a ocorrência de trincas e fissuras na edificação da catedral.
“O estudo constatou que a estrutura da catedral já está comprometida”, cita o engenheiro Cantídio Brêtas Maganini, secretário executivo da Ferp.
A entidade, composta por representantes de mais de vinte entidades de Ribeirão Preto, assim como a Comissão de Estudo Especial de Estudo – presidida pelo vereador Rodrigo Simões (PP) – já emitiram, por unanimidade, parecer contrário à implantação dos terminais por entederem os riscos das obras. Ambos estão concluindo relatórios, resultantes de diversos estudos, para enviar à prefeitura na próxima semana. E, segundo Cantídio Maganini, o grupo espera um diálogo com a prefeitura e a Transerp, empresa que gerencia o trânsito e o transporte em Ribeirão Preto, para que sejam apresentadas alternativas ao projeto de Mobilidade Urbana.
Para o diretor do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Guilherme Feitosa, não só as obras devem ser evitadas, como o trânsito de veículos pesados. “O intuito não é proteger um bem religioso, mas um marco cultural da cidade”, explica Feitosa.
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Bruno Silva
Foto: Julio Sian
* Publicado em 05/11/2014