Guto Silveira

Guto Silveira

Os Primeiros Escritos

Vez em quando encontro alguém a dizer que viu uma foto minha, antiga, em preto e branco, postada em alguma rede social. Explico, num misto de saudosismo e orgulho, que a foto em questão é do lançamento da Revide, nos idos de 1986. Valorosos amigos na imagem em um momento ímpar: o nascimento de um veículo de comunicação que ultrapassou barreiras, enfrentou desafios e segue com passos firmes.

Parece redundância, mas tenho que dizer da importância da Revide para a minha carreira jornalística e a de tantos outros colegas que passaram pela redação da revista ao longo destes mais de 33 anos. Depois de, orgulhosamente, estar nas primeiras edições, voltei algumas vezes a esse ambiente que se mostra cada vez mais experiente e criativo. Mais, até: sempre desafiador.

Ali no início, quando éramos estudantes cheios de sonhos e esperanças, enfrentamos os mais difíceis obstáculos, representados pela inexperiência latente e escassez de recursos de toda ordem. Só não faltava vontade nos jovens ávidos por entrar neste fascinante mundo da comunicação.

Não dá pra dizer que foi uma experiência. Porque foram muitas. E que chegavam das mais variadas formas, em um momento em que o Brasil ensaiava sua volta à democracia, com discussão de anistia, eleições diretas, assembleia nacional constituinte e Plano Cruzado, que viria a distorcer resultados eleitorais. Com méritos variados, claro.
O tempo passou, nossos desafios vieram, novos trabalhos, a tecnologia a ajudar de forma significativa e novos modelos de comunicação se apresentaram de forma impositiva, a desafiar os antigos formatos de apresentação de notícias.

Os fatos seguiram parecidos, mas chegam a diferentes públicos de variadas formas. A comunicação se democratizou e levou voz a quem quer que a queira utilizar. Uma certa “caneta azul”, por exemplo. Mas há, claro, diferenças de conteúdos que nos entram, quase que forçosamente (pela melhor qualidade), nos olhos e ouvidos.
E nessas diferenças, onde se impõem a credibilidade a a responsabilidade sobre as informações disponibilizadas, é que a Revide se mantém firme, sem deixar de lado as outras formas de comunicação, as tecnologias disponíveis, sem perder tempo nem espaço.

Olhando agora no retrovisor, vejo que, mesmo tendo escrito antes para outros veículos, a Revide foi preponderante no meu início de trabalho na comunicação. Foi, também, importante em épocas seguintes e mantém-se um veículo que tem, no mínimo, minha leitura assídua. E colaboração quando possível. Mas é melhor passar da nostalgia ao agradecimento. Valeu Revide. 

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