Habitação mais acessível
O Programa Minha Casa Minha Vida inclui a população de baixa renda no mercado imobiliário, gerando mais empregos e aquecendo a economia
Logo que foi lançado pelo Governo Federal em 13 de abril de 2009, o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) foi considerado extremamente ousado. O objetivo era reduzir o déficit habitacional no país, aquecer a economia, gerar empregos e incluir no cenário imobiliário a população de baixa renda, de 0 a 10 salários mínimos, que antes não tinha poder de compra. A meta de construção estabelecida foi de 1 milhão de residências. “Desde que foi criado, o PMCMV significou uma verdadeira revolução, pois contemplou uma série de medidas, tais como desoneração fiscal, redução de taxas de juros e de custos cartorários e, principalmente, subsídios que possibilitam aos adquirentes acessar um imóvel de maior valor do que sua renda poderia comportar. O projeto também contribuiu para que os efeitos da grave crise mundial de 2008 fossem minimizados para os brasileiros”, esclarece o superintendente regional da CAIXA, Isaac Samuel dos Reis.
Segundo um balanço do programa, divulgado em fevereiro de 2011, o PMCMV pode ser considerado um projeto bem-sucedido. A CAIXA e o Governo Federal já conseguiram superar a meta inicial em dezembro de 2010, atingindo 1.005.028 unidades habitacionais contratadas. Só em 2010, foram R$ 37,4 bilhões destinados ao Programa, beneficiando 639.983 famílias no país. O superintendente afirma que esses resultados foram determinantes para que a CAIXA estabelecesse um novo recorde de financiamentos habitacionais em 2010, com o montante de R$ 75,6 bilhões em âmbito nacional. Só em Ribeirão Preto, desde o lançamento do PMCMV, foram contratados 32 empreendimentos, totalizando 3.802 unidades habitacionais. Até o momento, 12 construtoras apresentaram projetos enquadrados no programa.
A tendência é que esse crescimento continue, já que o Brasil ainda apresenta déficit habitacional da ordem de 5 milhões de moradias. “Esse fator sinaliza que o esforço de manter os atuais níveis de financiamentos habitacionais tem que continuar por muitos anos. Estamos trabalhando para isso”, explica Reis. Na área de abrangência da superintendência regional de Ribeirão Preto, que engloba 57 municípios, encontram-se em análise 98 novos empreendimentos, que totalizam mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos. “As expectativas são ótimas. Os imóveis em fase de aprovação, juntamente com os que já estão sendo comercializados, representam uma expressiva oferta. Se continuar assim, teremos um 2011 ainda melhor”, adianta. O Governo Federal já sinalizou a continuidade do PMCMV, com previsão de mais 2 milhões de moradias nos próximos quatro anos. A segunda fase do programa aguarda regulamentação do Ministério das Cidades.
A MRV é uma das construtoras que aderiu ao projeto. Um dos empreendimentos é o Recanto Lagoinha. Ricardo Carrenho, coordenador de Vendas da MRV Engenharia na regional Ribeirão Preto, explica alguns dos critérios do PMCMV. “Em cada cidade, há um valor diferente estipulado, de acordo com a localização e o número de habitantes também. Em Ribeirão Preto, o empreendimento deve custar até R$130.000. Além do valor do imóvel, o PMCMV tem outra condicionante: a renda do comprador. De acordo com a renda, será calculado o subsídio”, destaca. Ainda segundo Ricardo, o Programa foi uma excelente iniciativa do Governo. “A ação impulsionou a construção civil. O ano passado foi o melhor da construção civil nos últimos 25 anos. O PIB do setor cresceu 11%, em 2010, margem superior aos 7,5% de crescimento do PIB nacional. Para a MRV Engenharia, o Programa é especialmente importante, pois trabalha no segmento econômico no qual atuamos desde nossa fundação, em 1979”, afirma o coordenador.
A Jábali Aude também tem um condomínio, lançado em parceria com a Rossi, que segue os moldes estabelecidos pelo Governo, o Jardim Ipiranga, lançado na Zona Norte. Para o gestor de novos negócios da construtora, Eduardo Aude, essa parceria é totalmente benéfica. “A população conquista a possibilidade concreta de sair do aluguel e adquirir sua casa própria. O financiamento de longo prazo, a facilidade em obter crédito e o subsídio de até R$ 17 mil significam muito mais famílias realizando esse sonho. É uma excelente oportunidade de vida. A Jábali Aude também sai ganhando. Desenvolvemos novos projetos, ampliamos nossa carteira de clientes, investimos e consolidamos nossa marca como uma construtora que atua em multissegmentos”, opina. A aceitação do público foi tão grande que a Jábali Aude já tem planos para mais empreendimentos. “Temos novos projetos dentro do Minha Casa Minha Vida em fase de aprovação para lançamento ainda neste ano”, conclui.
Texto: Paula Zuliani
Fotos: Carolina Alves, Julio Sian, arquivo e divulgação