HC amplia Centro de Resíduos

HC amplia Centro de Resíduos

O local faz o armazenamento de resíduos químicos, infectantes e radioativos, além de fazer a triagem de material reciclável comum


O Hospital das Clínicas inaugurou na manhã de sexta-feira, dia 23, a ampliação da Central de Resíduos. O local faz o armazenamento e triagem de resíduos químicos, infectantes, radioativos e comuns. Cerca de quatro toneladas de resíduos passam pela Central por dia.

O superintendente do Hospital das Clínicas, Marcos Felipe de Sá, acompanhou a inauguração da Central e destacou a importância de se fazer a destinação correta dos materiais. “Temos uma política boa em relação a isso, é difícil um hospital do porte do nosso, ou até mesmo hospitais de porte médio ou pequeno, ter esse tratamento com os resíduos”, conta.

A obra de ampliação foi custeada com a renda proveniente do próprio material reciclável vendido pela central. A coordenadora da área técnica do HC, Luciana Alecrim, explicou como é feita a separação do material reciclável. “Nossa equipe separa o plástico do papel, o papel de cores diferentes. Depois fazemos a cotação para venda do material”, explica Alecrim. A coordenadora explica ainda que o intuito da central é garantir a vida útil do aterro sanitário e evitar o uso de novas matérias-primas. Luciana também contou que o HC vai adquirir uma prensa para reduzir o volume do material durante a armazenagem. "A prensa será para otimizar o espaço físico da área", salienta.

Os outros materiais, como o resíduo químico, infectante e radioativo têm destinação conforme as rígidas normativas que controlam o manuseio deste tipo de resíduo.

Cinco técnicos do HC fazem o acompanhamento e coordenam o trabalho, cada qual em sua área de especialidade. Por exemplo, uma física é responsável pelos rejeitos radioativos, enquanto um farmacêutico trabalha com os restos de medicamentos e uma enfermeira com os infectantes e perfurocortantes.

Para seguir as normativas, cada tipo de resíduo químico, que abrange desde materiais como sobras de medicamentos, lâmpadas e filmes de raio-X, tem sua destinação, cada qual em sua singularidade. Para se ter a amplitude do trabalho feito pela central, só em lâmpadas fluorescentes, são coletadas entre 700 e 900 unidades por mês. Todo esse material é altamente poluente e tóxico, daí a importância de se dar uma destinação correta.

Segundo a bióloga Daniela Saldanha Flauzino, os infectantes são armazenados pela Central e depois são recolhidos pela prefeitura, que faz destinação adequada, como a trituração e usa sistema de micro-ondas para desinfecção, tornando-o inerte e podendo ser aterrado.

Alguns reagentes químicos usados têm outra destinação. O Xilol, que é utilizado em laboratórios, é reprocessado e reutilizado pelo próprio hospital, já o formol descartado é tratado pelo próprio HC.

A preocupação com o meio ambiente foi predominante no projeto de ampliação. A água da chuva, por exemplo, é guardada e usada para lavar os contêineres que armazenam os resíduos comuns. A central, que foi inaugurada em 2002, recebe e dá a destinação adequada a 100% dos resíduos do Hospital das Clínicas.

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Texto: Brunno Vogah (Colaborador)
Fotos: Carolina Alves

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