Homenagem ao Japão

Homenagem ao Japão

No último domingo, 11 de março, a associação Nipo Brasileira de Ribeirão Preto e o grupo Taiko Yamashita, prestaram uma homenagem à reconstrução do Japão

Ao som dos tambores e do toque “Gambare Nippon”, que significa “força Japão”, a Associação  Nipo Brasileira de Ribeirão Preto e o grupo Taiko Yamashita, fizeram uma homenagem ao primeiro aniversário do terremoto seguido de tsunami que matou milhares de pessoas no Japão no ano passado.

O evento aconteceu no último domingo, 11 de março às 14h45, e reuniu cerca de 40 pessoas. “Prestamos essa homenagem exatamente no horário da tragédia para que todos os japoneses possam sentir as boas energias que estamos enviando”, explica Massaro Fugiy, presidente da Associação Cultural Japonesa e representante da Colônia Japonesa em Ribeirão Preto.

Outras cidades que possuem colônias japonesas também prestaram homenagens à reconstrução do Japão. “Várias cidades pararam para mentalizar a reconstrução do nosso país de origem, nós acreditamos que essa união possa ajudar nessa nova etapa”, comenta Enio Uyeta, membro da Associação Nipo Brasileira de Ribeirão Preto.

Manter as tradições orientais é o objetivo principal da associação que possui cerca de 100 descendentes cadastrados. Durante todo o ano os coordenadores promovem eventos gastronômicos, culturais e sociais de integração entre os associados. “Além de homenagens, temos uma programação especial, que vai de atividades físicas e manuais a aulas da língua estrangeira. O nosso evento mais famoso é o Festival Tanabata que é promovido com a ajuda da Secretaria Municipal da Cultura”, frisa Massaro.

O Terremoto
Um ano depois que o terremoto de magnitude 9,0 desencadeou uma parede de água que atingiu a costa nordeste do Japão, matando cerca de 16 mil e deixando quase 3.300 desaparecidos, o país ainda está lidando com os custos humano, econômico e político. Porém, a população japonesa ganhou a admiração mundial pela serenidade, disciplina e resistência diante do desastre. Após o terremoto, as empresas impressionaram pela velocidade com que conseguiram se recuperar. Outro fator que chamou a atenção foi a objetividade da economia que em poucos meses estava no nível pré-desastre. “O povo japonês é objetivo, não deixaria que um terremoto terminasse com o trabalho de séculos. Além disso, a estrutura física e econômica do país foi idealizada para uma reconstrução rápida”, revela Enio.

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Texto: Pâmela Silva
Fotos: Divulgação e Julio Sian

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