Impulso logístico
Além da presidenta Dilma Rousseff, a cerimônia de inauguração contou com a presença do governador Geraldo Alkmin
Com operações iniciadas no dia 12 de agosto, a primeira etapa do Terminal Terrestre de Ribeirão Preto, batizado de etanolduto, poderá transportar 4,3 bilhões de litros de etanol por ano, eliminando cerca de 95 mil viagens de caminhões no período. Além da presidenta Dilma Rousseff, a cerimônia de inauguração contou com a presença do governador Geraldo Alkmin, de ministros de São Paulo, deputados federais e estaduais, da prefeita de Ribeirão Preto Dárcy Vera, de prefeitos da região, de líderes do setor sucroenergético, entre outras autoridades.
Construído pela Logum Logística e operado pela Transpetro, os 206 quilômetros de dutos ligando a cidade à Refinaria de Planalto (Replan), em Paulínia, demandaram R$ 1 bilhão em investimentos. O projeto completo prevê 1,3 mil km de etanolduto, passando por 45 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. A obra completa custará R$ 7 bilhões. Com previsão de conclusão em 2014, as obras do segundo trecho, com 136 km de extensão, já começaram, e ligarão Ribeirão Preto a Uberaba (MG).
O projeto da Logum tem como sócios as empresas Raízen, Copersucar, Petrobras, Odebrecht/ETH, Uniduto e Camargo Corrêa. Roberto Gonçalves, diretor-presidente da empresa, ressaltou que o modal logístico terá capacidade para transportar cerca de 20 milhões de metros cúbicos de etanol ao ano. O sistema será interligado à hidrovia Tietê-Paraná, que também recebe investimentos de R$ 1,7 milhão para sua estruturação.
A presidente Dilma destacou o padrão de qualidade internacional do etanolduto, que tornam ainda mais competitivas as empresas produtoras, quando comparadas à indústria do etanol em outros países. O governador Geraldo Alckmin reforçou que a redução no transporte rodoviário reduzirá os custos para o setor produtivo. Segundo Antonio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE Br), o transporte do combustível por dutos é um avanço logístico e um ganho para a indústria que poderá melhorar os seus custos de produção.
Texto: Rose Rubini
Fotos: Carolina Alves