Índice assustador

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Pesquisa realizada pelo Inca destaca que o câncer de pele responde por 25% do total de tumores detectados no país

Sol, praia, piscina e pele bronzeada. O verão é a estação preferida de centenas de brasileiros, mas junto com a exposição ao sol está a preocupação de especialistas em câncer de pele com o aumento do número de casos.

De acordo com a estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) 134 mil brasileiros poderão ter câncer de pele neste ano, isso indica que a doença responde por 25% do total de tumores detectados no país.

“O câncer de pele é um tumor formado por células da pele que sofreram alterações e multiplicaram-se de maneira desordenada dando origem a um novo tecido, a neoplasia. Entre as causas que predispõem ao início desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultravioleta do sol”, explica a fisioterapeuta Luciana Sensini.

O câncer de pele é causado, principalmente, pelos raios ultravioletas que penetram na pele e provocam crescimento descontrolado das células. Existem três tipos de câncer de pele catalogados na medicina atual: o carcinoma basocelular (menos agressivo e mais comum), o carcinoma espinocelular (que cresce de maneira rápida e é formado, muitas vezes, por uma ferida) e o melanoma maligno (o caso mais grave).

Os resultados da pesquisa revelaram que o tumor de pele não melanoma é o câncer mais comum e a tendência é que os casos continuem a aumentar, no caso do tumor mais agressivo, mesmo sendo menos recorrente representa 75% das mortes de câncer de pele e sua incidência dobrou nos últimos 10 anos.

A Dra. Luciana explica que existem diferentes características entre os três tipos de câncer. “O carcinoma basocelular é o mais comum (75% dos casos) e menos agressivo, quase sempre aparece nas áreas mais expostas à luz, rosto, orelhas, pescoço ou braços. É um carcinoma mais superficial e possui altos índices de cura, principalmente devido à facilidade para o diagnóstico. No caso do espinocelular, cerca de 25% dos casos, comumente se apresenta como uma ferida avermelhada, com crostas ou escamações, tem o crescimento rápido, que pode ser doloroso, e pode provocar metástases. É de fácil diagnóstico, por isso, tem altos índices de cura. E, por último, o melanoma que representa cerca de 5% dos casos. Surge como uma mancha com aspecto amarronzado, possui uma assimetria e bordas irregulares. É o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase e pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. Normalmente, inicia-se com uma mancha escura”, conta a fisioterapeuta.

A incidência é maior em pessoas de pele e olhos claros, que se expõem frequentemente e sem proteção adequada ao sol. Porém, o câncer de pele, pode ocorrer em qualquer pessoa que se expõe aos raios solares em horários impróprios ou que tenha histórico de doença na família.

A dermatologista Denise Oto Kawakani ressalta a importância do uso de protetor solar durante todo o ano. “Os raios solares UVB responsáveis pelas queimaduras e por boa parte dos cânceres de pele se concentram entre as 10 e 16 horas do dia. Já os raios UVA responsáveis pelo envelhecimento precoce da pela estão presentes o dia todo, tanto no verão quanto no inverno. Atualmente, muitos filtros vêm com proteção solar tanto contra os raios UVA quanto UVB”, frisa.

Entre os indícios, que servem de alerta para as pessoas sobre o câncer de pele, estão o histórico pessoal ou familiar, a baixa imunidade e a existência de doenças que predispõem ao câncer de pele, por isso, é necessário atenção e cuidados com a pele, e em caso de alterações como feridas que não cicatrizam, manchas ou pintas que mudam de cor e tamanho ou lesões em formato de nódulos é preciso consultar o médico.

“Como os cânceres de pele podem apresentar características diversas, a pessoa deve procurar um médico sempre que notar uma lesão nova ou quando uma lesão antiga sofrer algum tipo de modificação. O diagnóstico leva em conta o aspecto clínico da lesão, sua coloração e forma e o resultado da biópsia dos tecidos da própria lesão e dos que estão ao seu redor”, comenta Luciana.

O tratamento inicial para o câncer consiste na retirada cirúrgica da lesão e do tecido ao redor. Quimioterapia ou radioterapia são recursos utilizados nos casos mais graves.

Informe-se

*Características de pessoas que pertencem ao grupo de risco:

- O câncer afeta com mais frequência pessoas de pele clara e que, normalmente, ficam vermelhas quando expostas ao sol.
- Histórico de tumores de pele na família
- Índice de exposição UVA
- Presença de pintas

*Como proteger
- Evite a exposição ao sol no período das 10h às 16h
- Use filtro solar com fator mínimo de proteção 15 fps ou superior
- Use óculos escuros, chapéus ou bonés
- O sol está quente? Fique na sombra!

Revide Online
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Arquivo Revide

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