Inflação em Ribeirão Preto
Alimentos e tarifa de ônibus urbano elevam inflação no mês de agosto em Ribeirão Preto
A inflação no mês de agosto em Ribeirão Preto ficou em 0,823%, segundo análise do IPC-ACIRP-FIPE, registrando alta em relação a julho, quando o índice havia ficado em 0,33%. É também o terceiro maior índice do ano, atrás apenas dos meses de janeiro e abril, quando a inflação superou 1%.
A alta da tarifa de ônibus urbano e os alimentos, contribuíram de forma intensa para a alta de agosto, com resultados significativos de 1,893% e 1,509% relativamente. Outros itens contribuíram para o aumento de preços: carne bovina, pão francês, açúcar, leite, arroz e o aluguel. “Além de alimentos e do transporte coletivo, ainda pressionam os preços os serviços em geral. Estes preços de serviços tendem a aumentar na medida em que cresce a renda do consumidor”, ressalta o economista Fred Guimarães.
Entre os setores que apresentaram queda estão vestuário, automóveis e bens duráveis de consumo. Os demais setores não tiveram alterações significativas de preço.
Segundo os economistas responsáveis pela análise, a alta deve continuar até o final do ano, mas não deve situar-se nos mesmos resultados do ano passado, quando houve um aumento significativo nos meses de setembro a novembro. A previsão é que a inflação fique entre 0,7% e 0,9% no próximo mês.
“No geral o mercado interno funcionará como uma “faca de dois gumes”, ou seja, da mesma forma que poderá contribuir para um crescimento mais consistente, poderá provocar novas escaladas dos preços”, comenta o economista Fred Guimarães.
Para os economistas a expectativa neste ano, é de um acumulado da inflação entre 5,5% a 6%, dada a consolidação das expectativas da evolução dos preços. Já em 2012, o cenário para a inflação revela novas possibilidades de altas em função da elevação dos salários em 14%. “Além do aumento dos salários, existe um aprofundamento do choque de oferta do etanol, da influência sazonal dos preços de hortifruti em função das chuvas de janeiro, dos reajustes de preços do IPTU, da mensalidade escolar, entre outras alternativas”, conclui Fred Guimarães.
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Texto: Pâmela Silva