Informática infantil

Informática infantil

Projeto ensina crianças de seis a dez anos a usarem corretamente o computador

A tecnóloga em processamento de dados, Raquel Wiezel, finalizou em 2011 um projeto de dois anos, que visa ensinar informática para crianças de seis a dez anos. O Projeto "Aprendendo Informática com Teca" é composto por 4DVDs e um livreto totalmente colorido e ilustrativo, para que os professores passem uma linguagem mais simples aos alunos.

Licenciada em Língua Portuguesa, Raquel já trabalhou na área de eduação em informática para crianças e sentiu a necessidade de desenvolver algo com uma linguagem mais agradável. “Meu objetivo é descomplicar a informática para as crianças, com uma linguagem totalmente preparada e voltada para elas, para que entendam as vantagens do uso correto do computador”, explica a tecnóloga.

O projeto será lançado na 11ª Feira Nacional do Livro e paralelamente já estão sendo realizadas palestras em escolas interessadas em adotar o projeto educacional. “Nos últimos oito meses estive diretamente ligada a área de educação infantil em informática e verifiquei as necessidades das crianças em geral. É um projeto de vida, uma realização pessoal e profissional sabendo que vou cooperar para o crescimento da tecnologia de alguma forma”, conclui.

Para a psicopedagoga, Karina Paschoali Miguel, é preciso evitar o uso prolongado ou indevido do computador, pois nessa idade a criança está na fase escolar inicial. “Deve se atentar para aspectos educativos essenciais para as crianças, como a escrita manual e a correta ortografia, além disso, o tempo de exposição deve ser bem dosado, em benefício de outras atividades, esportivas e de lazer”, diz a psicopedagoga.

Karina acredita que é muito importante os filhos continuarem a aprender em casa, mas que os pais devem sempre monitorar o conteúdo utilizado pelos filhos. “Os pais, principalmente, devem fazer o controle do uso da informática pelos seus filhos, evitando a permanência excessiva no computador e conteúdos inadequados para a idade deles, a fim de evitarem que um interessante recurso de aprendizagem se torne prejudicial”, aconselha.

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Colaborador: Bruno Silva
Fotos: Ibraim Leão e arquivo

*matéria publicada em 10/03/2011

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