Integração nos espaços públicos

Integração nos espaços públicos

A Feira Nacional do Livro leva a população para diversos espaços públicos ribeirãopretanos e se diferencia por acontecer, em grande parte, a céu aberto

Parte do calendário oficial de eventos da cidade, a Feira Nacional do Livro ajudou Ribeirão Preto a conquistar, em 2007, o título de Capital da Cultura. A estrutura do evento impressiona. Nas praças Carlos Gomes e XV de Novembro, são montados cerca de 16 mil m² para receber livreiros e representantes de outras expressões culturais.

Em 2012, os livros tomaram, também, o Parque Maurílio Biagi, que reuniu estandes e apresentações especiais.Mas a presença da Feira na região central não é uma unanimidade. Muitos críticos acreditam que o evento atrapalha o andamento natural desta área, que já enfrenta problemas como trânsito e falta de infraestrutura, além de não oferecer segurança. Segundo o arquiteto e urbanista Fernando Freire, vice-presidente do Instituto  de Arquitetos do Brasil (IAB), os aspectos negativos existem, mas são superados pelos pontos positivos.

“Os grandes eventos trazem elementos significativos quando pensamos na revitalização da área central que, por sua vez, vem sofrendo um paulatino processo de esvaziamento apesar de ser uma das principais referências comerciais da cidade”, afirma o arquiteto, destacando, ainda, que um rigoroso planejamento pode ajudar a contornar os problemas.

Não apenas em Ribeirão Preto, mas em grandes cidades brasileiras, é comum observar um esvaziamento gradual das áreas centrais. Assim, a Feira cumpriria, além do papel cultural, a função de resgatar esse espaço urbano. “Mais do que chamar a atenção para a área central, a Feira garante à população a chance de ocupar parques, praças, teatros, salas de cinema e outros monumentos o que não seria possível em situações cotidianas”, opina Fernando.

Ainda segundo o arquiteto, a recuperação da área central é ampla  merece atenção especial. “A Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, recentemente elaborada e integrante do Plano Diretor, institui a Área Especial do Quadrilátero Central (AQC), delimitada pelas avenidas Nove de Julho, Independência, Francisco Junqueira e Jerônimo Gonçalves, sendo sujeita a limitações urbanísticas específicas”, explica. Espera-se que o Plano Diretor, após revisão, contemple a área central com uma legislação específica, considerando suas particularidades, a melhoria dos espaços e serviços públicos, da acessibilidade e dos equipamentos comunitários. “Território fértil para, com parâmetros, promover cultura, lazer e outros eventos”, finaliza.

Outros espaços
Não é só ao ar livre que a Feira acontce. O evento cultural ocupa também outros endereços na região central. Diversos eventos acontecem no Theatro Pedro II, Centro Cultural Palace, Biblioteca Padre Euclides, Cineclube Cauim, Estúdios Kaiser de Cinema, Teatro Marista e Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP). A diversidade de locais amplia as possibilidades da Feira que, este ano, disponibilizou mais de 600 atrações.

Quando: dias 25 de junho e 16 de julho, às 19h
Onde: Estúdios Kaiser de Cinema
Quanto: R$ 120,00
Vagas limitadas 

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