Integridade para a empresa
Grupo São Lucas implanta o Programa de Integridade, direcionado para a construção e o aperfeiçoamento de instrumentos
Desde 2015, uma comissão de ética organizacional atua no grupo São Lucas na prevenção e na remediação de fraude e de corrupção por meio do Programa de Integridade, uma ação de compliance baseada na Lei Anticorrupção. Esse programa direciona as pessoas envolvidas com o Grupo para a construção e o aperfeiçoamento de instrumentos destinados à prevenção, detecção e remediação de atos lesivos à administração pública e, ainda, para garantir a existência de mecanismos que reforcem a integridade da empresa, como controles internos, canais de denúncia e a efetiva aplicação do código de conduta, das políticas, regimentos e manuais. A seguir, o médico Pedro Palocci, presidente do Grupo São Lucas detalha o Programa.

Em que consiste o Programa de Integridade?
Compliance é um termo que deriva do verbo “to comply”, em inglês, e significa o esforço corporativo de estar em conformidade com regras, especificações, instruções e regulamentos. Nas empresas atuais, é o conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer. No Grupo São Lucas, há um programa específico de compliance chamado Programa de Integridade.
Qual a finalidade deste Programa?
Esse Programa é resultado do comprometimento do Grupo São Lucas com a prevenção e o combate à corrupção e está em consonância com o manual de conduta, manual do fornecedor, política de doações e patrocínios, regimento interno, regimento da comissão de ética organizacional, bem como políticas específicas de aquisições e fusões, contratação de terceirização, transparência financeira, anticorrupção e penalidades. Esses documentos são referência para que todas as pessoas envolvidas e/ou integrantes do Grupo São Lucas possam manter seus processos em conformidade com a legislação brasileira e as normas da empresa.

Por que a necessidade de um programa neste formato?
Existem comissões de ética dentro dos hospitais, como, por exemplo, a médica, a de enfermagem e a de bioética. Essas equipes tratam do exercício profissional e do relacionamento e atendimento entre profissionais da saúde e pacientes. Além dessas comissões previstas pelos conselhos de classe (CRM e COREN), o Grupo São Lucas se preocupa com a ética que extrapola a seara médica, mas abrange também o âmbito administrativo e organizacional. Por isso, há quase três anos, contamos com uma comissão de ética organizacional que atua na prevenção e na remediação de fraude e de corrupção por meio do Programa de Integridade.
Esta é uma ação pioneira do Grupo?
O São Lucas é um dos pioneiros nessa iniciativa e já apresentou resultados do Programa em congressos. O Programa de Integridade é baseado na Lei 12.846/2013 – Lei Anticorrupção. É o resultado do comprometimento do Grupo com a prevenção e o combate à corrupção, sendo norteador das nossas condutas. Assim, cultivamos e estimulamos valores éticos, que são de extrema importância para nós. Esta metodologia está alinhada com a nossa missão, visão e valores e contribui positivamente para a disseminação e promoção de medidas e boas práticas de gestão para a manutenção de um ambiente corporativo íntegro, ético e transparente.
Como o programa funciona, na prática?
O Grupo São Lucas tem uma comissão de ética organizacional, atualmente constituída por quatro integrantes — Bárbara Lespinassi, Edmar Oliveira, Marcela Tiso e Rosangela Vicente —, que trabalham para garantir que indícios de irregularidades sejam apurados de forma efetiva, independente de cargo, função ou reponsabilidade. Além desta comissão, há o setor específico de gestão do Programa de Integridade, dirigido por Marcela Tiso, que, juntamente e com o apoio da comissão, tem a função de implementar, desenvolver, aplicar, monitorar e coordenar o Programa de Integridade. Recentemente, a comissão participou de Conferência Nacional Empresa Limpa, evento promovido em Brasília pela Controladoria Geral da União, também responsável pelo Programa Pró-Ética.
Qual é a importância de ter, dentro da empresa, um programa como este?
A importância da implantação de uma atitude orgânica de compliance reside, principalmente, em orquestrar uma mudança de postura: no lugar de organizações reativas, que apenas se posicionam após o apontamento de problemas e desvios, despontam as empresas proativas, que se certificam de adotar procedimentos que asseverem a conformidade de seus processos às exigências legais e burocráticas. Além de assegurar que a empresa esteja cumprindo todas as exigências normativas, o compliance atua de forma consistente para proporcionar um ambiente de desenvolvimento operacional, favorecendo a solidez do negócio e fortalecendo sua reputação frente aos consumidores. Por fim, atitudes de compliance contribuem para a melhoria de procedimentos de rotina e permitem a rápida identificação de eventuais falhas, possibilitando que sejam ajustadas sem incidir em prejuízos significativos.