Investindo em energia
Responsável por 300 municípios brasileiros, a CPFL investirá R$ 12 milhões em tecnologia
Em 2011, no Brasil, uma tempestade de menores proporções também atingiu o interior do país. Mais precisamente, nos dias 8 e 9 de junho, um vendaval passou pela regiões de Campinas e de Ribeirão Preto. Em Campinas, os ventos que chegaram a 125 km/h provocaram grandes estragos. A tempestade que chegou ao Nordeste paulista deixou a região às escuras por algumas horas. Rodrigo de Vasconcelos Bianchi, gerente do Centro de Operações da CPFL, relata esse acontecimento para ilustrar a eficácia da empresa em situações de falta de energia. “Em quatro horas de trabalho, 400 equipes já tinham 80% da energia de Campinas, muito afetada, restabelecida”, relata Bianchi.
A CPFL tem passado dificuldades com relação às fortes chuvas nos últimos anos, o que, segundo o gerente do Centro de Operações, tem obrigado a empresa a se equipar cada vez mais. Segundo o engenheiro responsável pelo Centro de Operações da CPFL Ribeirão Preto, Frederico Carvalho, a CPFL Nordeste fará um investimento de R$ 30 milhões até o final de 2011. “Em 2012, investiremos R$ 54 milhões nas cidades da CPFL Nordeste e R$ 12 milhões em Ribeirão Preto”, conta Carvalho.
No entanto, muitas tecnologias necessárias para a melhoria de alguns pontos ainda não estão disponíveis. Não há, por exemplo, como prever a velocidade dos ventos que atingirão a cidade. “O maior vilão da falta de energia atualmente é a tempestade, evento que está ganhando uma magnitude inédita. Os temporais estão cada vez mais fortes. Os efeitos do aquecimento global é novidade para todo mundo e estamos aprendendo com isso”, analisa Bianchi.
A empresa tem, ainda, alguns problemas menores, como a inconstância da poda das árvores da cidade. “A poda, muitas vezes, não é feita da maneira correta. Por isso, os ventos sempre derrubam os galhos de árvores mais velhas nas redes de energia” explica o engenheiro. Embora Ribeirão Preto tenha alguns problemas durante as tempestades, Bianchi afirma que a cidade, atualmente, não tem falta de energia. Segundo o gerente, um consumidor da CPFL passa, em média, de cinco a seis horas sem energia durante o ano, sendo que a média no Brasil é de 17 horas. “Nosso compromisso com o Brasil é não permitir que a falta de energia elétrica seja impedimento para o crescimento do país”, finaliza.
Postes abalroados
A avaria dos postes de Ribeirão Preto é uma realidade que a empresa enfrenta. Em 2010, a CPFL Paulista teve 8 mil postes abalroados (cada poste leva, em média, duas horas e meia para ser substituído). De janeiro a outubro de 2011, 426 postes foram abalroados na região Nordeste paulista, sendo 76 em Ribeirão Preto. O horário das ocorrências é entre 4h e 5h da madrugada.
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Texto: Bruno Silva
Fotos: Carolina Alves