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Termômetro Tributário mostra que nos cinco primeiros meses do ano, foram recolhidos 20% a menos de IPI do que em 2013
A arrecadação tributária em Ribeirão Preto nos cinco primeiros meses deste ano caiu 5,6% em comparação com 2013. A queda foi maior que no resto do país, que teve variação negativa de 0,7%. A queda é devido à diminuição do ritmo da indústria.
O Termômetro Tributário, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa em Economia Regional da Fundace (Ceper/Fundace), mostra que Ribeirão Preto arrecadou menos Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) este ano em comparação com ano passado. A diminuição foi de 20,7%, passando de R$ 23 milhões para R$18,2 milhões.
Isso empurrou a média de impostos federais recolhidos na cidade para baixo, já que outros tributos como PIS/Pasep (3,2%), Imposto de Renda Retido da Fonte (10,6%), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (6,1%), CSSL (5,4%) e Cofins (5,7%) obtiveram aumento de contribuição.
O economista Sérgio Sakurai, um dos coordenadores da pesquisa, aponta que o recolhimento do IPI deveria ter aumentado, já que a indústria de móveis e eletrodomésticos da linha branca tiveram uma recomposição parcial da alíquota. “O fôlego devia ter aumentado, pelo fim das desonerações. Sem dúvida se pode dizer que isso é um desaquecimento da indústria”, explica.
Ele comenta que o fato de Ribeirão Preto estar no sentido contrário do país neste quesito não quer dizer que o município esteja sozinho na diminuição da produção industrial. “Algumas regiões podem ter tido um aumento na produção industrial deixando a média do recolhimento do IPI elevada. Mas é por questões regionais”, analisa.
Revide Online
Leonardo Santos (Colaborador)
Foto: Arquivo Revide.
* Publicado em 30/07/2014