Jiu-Jitsu
Segundo historiadores, o Jiu-Jitsu — ou “arte suave” — nasceu na Índia e era praticado por monges budistas
O empresário Thiago Hayashida entrou em contato com as artes marciais ainda criança através do taekwondo e do caratê. A vontade de voltar a lutar e o convite de um amigo foram os impulsionadores do primeiro contato de Thiago com o Jiu-Jitsu, há quatro meses. Duas vezes na semana, o empresário se dedica ao treino que, exige muito esforço físico e técnica. “O interessante é que a luta me ajuda em todas as outras modalidades esportivas. Senti a diferença no tênis, que também pratico”, avalia o aluno. A atividade, segundo o empresário, também melhora a concentração, já que no tatame é preciso estar atento às ações dos lutadores e à própria movimentação para, só assim, evoluir nesse esporte.
A luta
Melhor condicionamento físico, flexibilidade e concentração são alguns dos benefícios obtidos através do Jiu-Jtsu. De acordo com Carlos Rodrigues Elisiares, educador físico, professor e treinador da Equipe Núcleo de Jiu-Jtsu, a modalidade é uma ótima dica para quem quer se dedicar a um esporte dinâmico e, de sobra, aprender autodefesa. “O mais interessante é que uma pessoa mais fraca consegue, por meio de técnicas, derrubar um atleta bem maior”, complementa o profissional. É preciso ter no mínimo oito anos para começar a treinar, mas não há limite de idade para encerrar as aulas. Com aproximadamente seis meses, o atleta já se diferencia de um leigo, pois, em cada semana, aprende variações e posições diferentes.
Elas de quimono
Dando adeus ao preconceito, muitas mulheres passaram a se dedicar ao Jiu-Jitsu. Apaixonada por artes marciais, a atleta Renata Felício mostra que o sexo feminino não é tão frágil assim. Enfermeira e educadora física por profissão, mas atleta por vocação, Renata luta desde 2002 e compete desde quando estava na faixa azul. “Adoro o clima da competição. Antes já tinha experiência no caratê e quis complementar as artes marciais, por isso escolhi o Jiu-Jitsu. Levo muito a sério o que eu faço e acredito que essas duas lutas me ajudam bastante no dia a dia, pessoal e profissionalmente”, acrescenta a esportista, que afirma que o preconceito nos tatames está acabando.
Como surgiu?
Segundo historiadores, o Jiu-Jitsu — ou “arte suave” — nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a autodefesa, eles desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo, a prática percorreu o sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde se desenvolveu e se popularizou.